Tarso Costa, técnico da SPEA e responsável pelo Atlas, citado em nota de imprensa, refere que "o objetivo é obter uma verdadeira ‘fotografia’ instantânea da população mundial de priolos", uma vez que esta espécie "existe apenas nesta pequena área do planeta", tornando esta iniciativa "única e pouco comum mesmo a nível mundial".
A SPEA recorda que a ave apenas existe na ilha de São Miguel, e “já esteve à beira da extinção", mas "foi salva pelas ações da Sociedade, que ao longo de vários anos recuperou a floresta Laurissilva e criou condições para que esta ave recuperasse”.
De acordo com a SPEA, atualmente a população da espécie “está estável”, sendo que para monitorizar o seu estado, organiza-se o Atlas do Priolo desde 2008, “como forma de obter uma estimativa fidedigna de quantos priolos há”.
O Atlas do Priolo é assegurado através de um “elevado número de voluntários", o que permite “recolher registos em toda a área de distribuição da espécie numa única manhã”, sendo que estes recebem formação prévia nos três dias anteriores à contagem.
Este é um projeto de ciência cidadã, que promove a literacia e a educação ambiental, o voluntariado e a divulgação científica, sendo igualmente essencial para acompanhar a evolução da população de priolos e obter informação fundamental para a planificação de medidas de conservação desta espécie em perigo”, considera a SPEA.
O V Atlas do Priolo contará com a participação estimada de cerca de 50 voluntários.
