Universidade dos Açores assume dívida assegurada pelo Governo da República

Universidade dos Açores assume dívida assegurada pelo Governo da República

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Dez de 2017, 09:23

A Universidade dos Açores vai ter que assegurar 614 mil euros de encargos com a dívida de 2,7 milhões de euros que contraiu em 2012 e que o Governo da República, por “indisponibilidade financeira”, não pode assumir.

“Este ano, a reitora da Universidade dos Açores recebeu a informação por parte do gabinete do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de que não haveria disponibilidade financeira para qualquer tipo de transferência de verbas relativa às prestações de 2017”, declarou João Luís Gaspar.

O responsável, que falava aos jornalistas no final de uma reunião do conselho geral da academia açoriana, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que durou cerca de seis horas e onde este dossiê foi abordado, especificou que estão em causa 614 mil euros.

João Luís Gaspar recordou que, em 2012, a Universidade dos Açores contraiu um empréstimo, tendo acordado em 2013 com o Governo da República um plano de recuperação financeira para fazer face às suas dificuldades.

O plano determinava que "se a academia cumprisse o que este estipulava, o Governo da República ajudaria, comparticipando através do Orçamento do Estado com uma verba destinada a pagar o serviço da dívida”.

O reitor sustenta que a academia “tem cumprido a sua parte”, uma vez que “neste momento se está em défice zero”.

O responsável afirmou que a universidade vai ter agora que acomodar no seu orçamento esta despesa, acrescentando que se pretende manter o objetivo de cumprir o défice zero que estava estipulado, apesar de se já ter liquidado três prestações do empréstimo no valor de 450 mil euros.

“Falta pagar a última prestação, relativa a dezembro, e estamos a procurar junto daquilo que são as receitas que até final do mês contamos encontrar a disponibilidade financeira para garantir o pagamento total do empréstimo este ano. Se não for possível, a última prestação transitará para janeiro”, afirmou.

Apesar deste percalço, João Luís Gaspar referiu que a situação “não é problemática para a Universidade dos Açores”, na perspetiva de manter o défice zero, explicando que serão os investimentos que se iriam realizar no final de 2017 que agora “serão, pelo menos, adiados no tempo”.

Na sequência desta decisão do ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Conselho Geral da Universidade dos Açores, presidido por Maria José Gil, foi ratificado o orçamento para 2018 que já contempla este cenário.


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