UGT critica ausência de políticas sectoriais para redinamizar a economia

O secretário-geral da UGT criticou hoje no Porto a ausência de políticas sectoriais, considerando que isso condiciona a modernização e sustentação de sectores de actividade.


"Quando nos questionamos qual é a política para o sector têxtil, para o sector das confecções ou da electrónica percebemos que não há verdadeiramente uma política", disse João Proença na tomada de posse dos órgãos eleitos da UGT/Porto, presidida pelo dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), João Dias da Silva.

Segundo João Proença, "o Ministério da Economia tem de estar preocupado com as políticas sectoriais porque, de facto, na região Norte do País a ausência dessas políticas sectoriais prejudica fortemente a redinamização da economia".

"A única política sectorial que tem tido é a da energia e tem havido uma recusa sistemática de políticas de dimensão sectorial, dizendo que as empresas é que têm de acorrer às medidas gerais de política", criticou o dirigente sindical, acrescentando: "nós entendemos que essa é uma visão errada dos problemas da economia".

João Proença disse ainda já ter pedido uma reunião ao ministro da Economia para abordar estas questões.

"É o desenvolvimento de políticas sectoriais que dão resposta ao problema do desemprego de certas regiões, nomeadamente da região Norte, que tem uma das mais elevadas taxas de desemprego", frisou.

No congresso da UGT/Porto foram ainda debatidos os estatutos da nova união de sindicatos e as acções reivindicativas a desenvolver na região.

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