Ucrânia: Zelensky diz que negociações foram construtivas e antecipa reunião na próxima semana

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou hoje que as negociações foram construtivas e antecipou novos encontros com a Rússia “possivelmente já na próxima semana”.



“Os representantes militares identificaram uma lista de questões para uma potencial próxima reunião. Desde que haja possibilidade para avançar – e a Ucrânia está pronta -, serão realizadas novas reuniões, possivelmente já na próxima semana”, escreveu Zelensky na plataforma social X (antigo Twitter).

Na publicação, Zelensky assinalou ainda que na reunião trilateral com Rússia e Estados Unidos da América foram discutidos “possíveis parâmetros para o fim da guerra”.

O chefe de Estado ucraniano apontou que há “um entendimento da necessidade de monitorização e supervisão americana do processo de fim da guerra e de assegurar uma segurança genuína”.

Zelensky apontou ainda que os enviados norte-americanos “levantaram a questão dos potenciais formatos para formalizar os parâmetros para o fim da guerra” e as condições de segurança necessárias.

Representantes ucranianos e russos terminaram hoje uma primeira ronda de negociações em Abu Dhabi sob mediação norte-americana.

O Presidente russo, Vladimir Putin, deu o aval à realização das negociações trilaterais em Abu Dhabi após uma reunião na sexta-feira com os emissários dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner.

O líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez o mesmo depois de se ter reunido na quinta-feira com o Presidente norte-americano, Donald Trump, no âmbito do Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça.

A delegação da Rússia é liderada pelo almirante Igor Kostiukov, número dois do Estado-Maior e chefe da secreta militar (GRU), incluindo apenas militares.

Já a delegação ucraniana é integrada, entre outros, pelo chefe da secreta militar, Kyrylo Budanov, pelo líder parlamentar David Arakhamia e pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional, Rustem Umerov.

A Rússia opõe-se categoricamente ao destacamento de tropas ocidentais em território do país vizinho, que invadiu em fevereiro de 2022, dando início à guerra em curso desde então.

A Ucrânia exige garantias que obriguem os Estados Unidos e os aliados europeus a defender o país em caso de nova agressão russa em linha com o artigo 5.º da NATO, que prevê a defesa coletiva se um dos membros for atacado.

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