Trabalhadores da aerogare civil das Lajes terminam greve

O sindicato SINTAP/Açores anunciou o fim da greve às horas extraordinárias que os trabalhadores da aerogare civil das Lajes começaram a 23 de outubro.


 

Segundo um comunicado da secção regional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), a greve acaba "na sequência das negociações bem-sucedidas" entre o sindicato e o diretor regional dos Transportes, Luís Quintanilha.

"Foi possível ultrapassar e resolver as questões que levaram os trabalhadores do aerogare civil das Lajes e o SINTAP a avançar com uma greve às horas extraordinárias" entre 23 de outubro e 31 de dezembro, lê-se no comunicado, que considera que houve uma "resolução satisfatória" do conflito e elogia o "diálogo e empenhamento demonstrado" pelo diretor regional.

Os trabalhadores da aerogare civil das Lajes convocaram a greve como forma de protesto pelo "mau ambiente de trabalho".

O presidente do SINTAP/Açores, Francisco Pimentel, disse à Lusa a 21 de outubro que a "gota de água" que levou a convocar a greve foi a "alteração unilateral" do horário dos trabalhadores que têm responsabilidades em termos de tráfego aeroportuário e dão assistência em terra, o que para o sindicato representou um "claro desrespeito e violação da obrigação legal da auscultação prévia das suas organizações representativas de trabalhadores na matéria".

Os trabalhadores queixavam-se ainda, entre outras coisas, da demora na atribuição das classificações de serviço referentes a 2013 e de "atrasos superiores a dois meses no pagamento das horas extraordinárias".

A aerogare civil das Lajes funciona regularmente entre as 07:00 e as 21:00, mas os trabalhadores são por vezes escalados para fazerem horas extraordinárias, mediante o agendamento de escalas técnicas, sendo estas as únicas que poderiam ser afetadas pelo protesto.

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Região conta com mais de 400 empresas de animação turística licenciadas. Os dados foram divulgados pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em resposta a críticas da AREAT, que alertou para a atividade ilegal e a falta de fiscalização no setor