'Touring' cultural e paisagístico vai crescer

'Touring' cultural e paisagístico vai crescer

 

Lusa/AOonline   Economia   31 de Out de 2008, 15:50

A procura do ‘touring’ cultural e paisagístico vai crescer nos “próximos anos entre 5 e 10 por cento”, considerando que este “será um dos alicerces do desenvolvimento do turismo em Portugal”, afirmou, em Tomar, o secretário de Estado do Turismo.
Ao discursar no seminário internacional “Touring and Heritage/Turismo e Património”, promovido pelo Turismo de Portugal, Bernardo Trindade lembrou que 30 por cento das viagens de estrangeiros a Portugal em 2006 e 2007 “tiveram por motivação primária o’touring’ cultural e paisagístico”.

    “O património histórico do país constitui um elemento-chave diferenciador da proposta de valor de Portugal em termos turísticos”, afirmou a este propósito Bernardo Trindade, que sublinhou: “Não é por acaso que o turismo cultural ou o ‘touring’ cultural é um dos dez produtos estratégicos no âmbito do Plano Estratégico Nacional de Turismo”.

    Para o governante, cultura e turismo “são duas áreas indissociáveis que se valorizam mutuamente e que têm um papel decisivo no desenvolvimento económico e no bem-estar social”.

    No entanto, “o património natural ou cultural não é por si um produto turístico”, referiu, salientando ser determinante “a interacção do turista com o local, a comunicação/informação e os serviços complementares”, como a restauração o alojamento ou a animação.

    “O turismo cada vez mais se alicerça em experiências e são as percepções das experiências que constroem a imagem do destino”, referiu o secretário de Estado, advertindo que “as opiniões dos turistas são cada vez mais poderosas e podem destruir num segundo o esforço de meses ou anos”.

    Por isso, o responsável apelou à necessidade das ofertas serem “mais competitivas”, insistindo numa “maior preocupação com a gestão urbana e ambiental”, bem como num “aumento da dinamização dos factores de atracção”.

    “A matéria-prima existe e é inestimável”, anotou ainda Bernardo Trindade, destacando no entanto ser necessária “a concertação entre actores públicos e privados” para a “estruturação e promoção da oferta cultural dos territórios na construção do produto turístico”.

    Só assim, declarou, está garantida “a sustentabilidade do seu crescimento a curto, médio e a longo prazo”.

    O seminário internacional “Touring and Heritage/Turismo e Património”, que termina sábado, reúne responsáveis portugueses e estrangeiros ligados à cultura e turismo.

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