Torres Novas "capital da lusofonia" de 10 a 16 de Novembro


 

Lusa/AO online   Nacional   8 de Nov de 2008, 10:22

A cidade de Torres Novas assume-se, na próxima semana, como a "capital da Lusofonia", vivendo um vasto conjunto de eventos - música, livros, dança, gastronomia, conferências -, numa "montra" da cultura dos países de língua oficial portuguesa.

    Os Encontros de Lusofonia, inseridos no projecto da Câmara Municipal de Torres Novas "Memórias da História", partem da existência, na cidade, de uma réplica do Padrão Henriquino - com que o anterior regime assinalou, em 1960, os 500 anos da morte do Infante D. Henrique - idêntica à colocada em outras cidades de países lusófonos.

    A iniciativa, que decorre de 10 a 16 de Novembro, surge ainda no âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural e de um trabalho que a autarquia tem desenvolvido com Cabo Verde e Timor-Leste.

    O presidente da autarquia torrejana, António Rodrigues (PS), disse à agência Lusa que "faz todo o sentido Torres Novas agarrar a lusofonia", não só pela "boa geminação" que tem desenvolvido com o município cabo-verdiano da Ribeira Grande como pelo trabalho que iniciou este ano em Timor-Leste, no apoio à elaboração da legislação do futuro poder local, a convite do Governo daquele país.

    Os Encontros da Lusofonia incluem uma série de iniciativas em torno da Língua Portuguesa e da sua divulgação, desde conferências, uma Feira do Livro Lusófono, "workshops", concertos e jantares temáticos.

    O programa arranca segunda-feira, com uma "Oficina dos Mapas", um convite à escrita, desenho e orientação geográfica dirigido aos alunos dos segundo e terceiro ciclos do concelho, a abertura da "Biblioteca Lusófona" e a inauguração das Feiras do Livro e do Disco, do Espaço de Leitura e de exposições de fotografia.

    Dias 12 e 13, os Serviços Educativos da autarquia convidam os alunos do primeiro ciclo para uma Oficina de Vocábulos (G)Astronómicos Cozinhados, escrita e colagem de ingredientes e palavras.

    Dias 14 e 15, será a vez de um "workshop" de danças africanas, orientado pela Batoto Yetu, associação sem fins lucrativos que se estabeleceu em 1990, em Nova Iorque, e se estendeu a Portugal, destinando-se a jovens descendentes de famílias provenientes de Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

    O programa inclui uma série de conferências para debater assuntos como a Cooperação (com apresentação do projecto CASA, dia 11) e a Lusofonia (com as presenças do director-geral da CPLP, Hélder Vaz, da directora do serviço responsável pelo ensino do português no estrangeiro do Instituto Camões, Madalena Arroja, e de um representante do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, dia 13).

    "O Padrão Henriquino em Torres Novas e no Mundo Lusófono" é o tema em debate no dia 14, com as participações do vice-presidente da Associação Portuguesa dos Historiadores de Arte, José Abreu, e do docente da Universidade Autónoma de Lisboa José Manuel Fernandes, seguindo-se, dia 16, a conferência "Escritos da Lusofonia", com a presença de diversos escritores.

    Um encontro de estudantes timorenses e a conferência "Timor-Leste, contributos para a construção do país" marcam o último dia dos Encontros de Lusofonia (dia 16), que culminam com um "espectáculo de solidariedade".

   

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