Táxis aumentam tarifário em 3,8%

Táxis aumentam tarifário em 3,8%

 

Luis Pedro Silva   Regional   9 de Dez de 2008, 10:26

Andar de táxi vai passar a ser mais caro a partir de Janeiro, quando a associação dos taxistas proceder à actualização das tarifas e preço pago ao quilómetro.

O aumento será de 3,8 por cento, sendo superior à inflação, porque os taxistas não procedem a nenhuma actualização de tarifários há dois anos.
Carlos Plácido, presidente da associação de táxis da ilha de São Miguel, explicou ao Açoriano Oriental que o tarifário vai “entrar em vigor a partir de 1 de Janeiro”, que está relacionado com o aumento das despesas dos taxistas.
“Os aumentos dos combustíveis e juros determinam esta subida”, esclarece o responsável pela associação de táxis.
Carlos Plácido ressalva que o último aumento dos taxistas aconteceu em 2007, tendo ocorrido uma subida dos combustíveis e juros, desde a anterior actualização de tarifário.
“Apesar da descida dos combustíveis e juros, durante os últimos tempos, já não vai compensar as perdas registadas durante o presente ano”, salienta.
Carlos Plácido refere que houve “menos turismo e pessoas a circular de carro em São Miguel, pois quase todas têm carro para se deslocarem”.
Devido à diminuição da procura do serviço de táxis “existem alguns taxistas na Região, principalmente na ilha Terceira, que já desistiram da sua profissão. Em São Miguel já houve duas a três desistências, sobretudo em freguesias, onde deverá continuar a existir uma diminuição do número de táxis. As pessoas chegam à conclusão que é pouco atractivo manter um táxi numa freguesia, porque há dificuldade em garantir o retorno do capital investido”, afirma o representante da classe.
Carlos Plácido considera que actualmente os taxistas “estão a atravessar uma das piores crises dos últimos anos”, no entanto, mantém a esperança da ultrapassagem das dificuldades sentidas pelos taxistas.

Combustível para profissionais
O presidente da associação de táxis da ilha de São Miguel vai apresentar uma proposta ao Governo Regional para a criação de um combustível destinado a profissionais, que permita aos taxistas beneficiar de descontos, como acontece com os profissionais da agricultura e pescas.
Carlos Plácido considera que o Governo Regional está a fazer uma excelente trabalho e espera “conseguir um preço de combustíveis para profissionais”, que está a ser pedido há três anos.
“As pessoas não têm um nível de vida elevado e custa-lhes pagar o táxi”, justifica o presidente da associação dos taxistas.
Caso seja implementado um combustível para profissionais o preço das tarifas dos taxistas poderá ser reduzido, garante Carlos Plácid


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