Sócrates diz que Magreb é oportunidade para empresários nacionais


 

Lusa / Ao online   Economia   16 de Dez de 2007, 20:35

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu hoje que os empresários portugueses deverão assumir uma atitude de confiança no investimento e de internacionalização, tirando partido dos desenvolvimentos em curso nos mercados do norte de África.
    Em declarações à agência Lusa, no final de uma visita oficial de seis horas à Argélia, Sócrates frisou que o Magreb "tem subido muito na política externa portuguesa".

    "Temos de manifestar uma atitude de confiança nestes mercados, que estão em grande desenvolvimento em Marrocos, na Argélia, na Tunísia e Líbia. Estes mercados são uma boa oportunidade [de negócios] para os empresários portugueses", sustentou o chefe do Governo português.

    Durante a sua presença em Argel, o primeiro-ministro teve um encontro de trabalho com o chefe de Estado argelino, Abdeliziz Bouteflika, com quem voltará a reunir-se no início de 2008, em Portugal, por ocasião da II Cimeira Luso Argelina.

    Segundo José Sócrates, o objectivo principal da sua visita oficial à capital argelina passou "em primeiro lugar por expressar a solidariedade europeia e condenar vivamente o atentado terrorista que o povo argelino sofreu terça-feira".

    "Estamos do lado da Argélia, do povo argelino e do seu presidente, Abdelaziz Bouteflika, para fazer face a um dos fenómenos que mais atormentam as sociedades nos nossos dias", sublinhou o presidente em exercício da UE.

    De acordo com números oficiais do Governo argelino, os atentados do passado dia 11 provocaram 37 mortos e mais de 60 feridos.

    "Nós queremos cooperar com a Argélia para fazer face ao fenómeno terrorista", declarou o primeiro-ministro português.

    Acompanhado pelos ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e da Cultura, Isabel Pires de Lima, o chefe do Governo português e o presidente argelino inauguraram ao fim da tarde, no Palácio da Cultura de Argel, uma exposição sobre arte islâmica organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

    A exposição ocupa uma sala do Palácio da Cultura de Argel, apresentando cerca de 50 peças pertencentes à colecção permanente da Fundação Calouste Gulbenkian, representativas das mais diversas origens da Arte do Oriente Islâmico (Pérsia, Turquia, Síria, Cáucaso e Índia) desde o séc. XII ao séc. XX.

    Na exposição, segundo os organizadores, está patente "um conjunto de peças únicas e de grande valor, designadamente tapetes, tecidos, manuscritos, livros, iluminuras, cerâmicas, azulejos, e uma grande lanterna de mesquita do séc. XIV - objectos adquiridos entre 1910 e 1940".

    É uma colecção magnífica da Fundação Calouste Gulbenkian e que honra Portugal, que tem nas nossas raízes a cultura árabe", salientou Sócrates.

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