Sociedade de Pediatria publica orientações para tornar mais "consensual" alimentação dos bebés

Sociedade de Pediatria publica orientações para tornar mais "consensual" alimentação dos bebés

 

Lusa/AO online   Nacional   9 de Out de 2012, 15:27

A Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) vai emitir um documento com orientações sobre a introdução dos alimentos ao longo do primeiro ano de vida, com o objetivo de tornar mais consensual esta matéria.

“Muitas vezes não há consenso de atuação e chega a haver uma grande confusão e falta de confiança por parte dos pais, que ouvem opiniões diferentes dos profissionais de saúde”, declarou a nutricionista Helena Canário, lembrando que a alimentação é fundamental na prevenção das alergias.

O documento, publicado como uma edição especial da Ata Pediátrica Portuguesa, foi trabalhado pela Comissão de Nutrição da SPP, coordenada por António Guerra, e vai ser divulgado durante o Congresso, que decorre entre quinta-feira e sábado em Troia.

A publicação “Alimentação e Nutrição do Lactente” é baseada nas mais recentes evidências científicas e vai conter orientações sobre a alimentação durante o primeiro ano de vida destinadas a pediatras, enfermeiros, clínicos gerais e nutricionistas.

“A diversificação alimentar deve ser feita de forma lenta e gradual, mas sem protelar demasiado os alimentos que são potencialmente alérgicos”, sustenta Helena Canário em declarações à agência Lusa.

O primeiro passo é promover a amamentação e, quando for necessário introduzir leite artificial, optar por fórmulas hipoalergénicas, sobretudo quando há casos de alergia na família mais próxima: pais e/ou irmãos.

Isto porque a alergia à proteína do leite de vaca é uma das principais manifestações da “marcha alérgica”, que muitas vezes leva a alergias respiratórias.

A nutricionista Helena Canário recorda que há estudos que indicam que a prevenção das alergias, muito feita por via alimentar, significa uma poupança significativa para as famílias.

Um estudo realizado na Alemanha demonstrou que a prevenção precoce das alergias pode permitir poupar 600 euros por ano a cada família, um valor que Helena Canário admite que possa ser ainda maior em Portugal, contabilizando custos com alimentação, tratamento de crises alérgicas e ausências ao trabalho.


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