Sindicatos franceses sobem de tom nos protestos


 

Lusa / AO online   Internacional   19 de Out de 2007, 20:08

A França conheceu esta sexta-feira novas perturbações nos transportes, um dia após uma mobilização recorde contra a alteração dos regimes especiais de reforma que encoraja os sindicatos a endurecer posições face ao presidente Nicolas Sarkozy, que recusa ceder.
“Eu comprometi-me com esta reforma e fá-la-emos”, declarou hoje Sarkozy, numa conferência de imprensa em Lisboa no final da cimeira europeia.

    “A estratégia do governo, simultaneamente firme quanto ao objectivo da reforma dos regimes especiais e aberta, de mão estendida para dialogar com os electricistas, os trabalhadores do gás, os ferroviários, continua a ser a nossa estratégia”, afirmou.

    Apesar de uma tendência para a melhoria, dezenas de milhares de pessoas foram hoje apanhadas desprevenidas na região parisiense, por persistir uma circulação caótica dos comboios e do metropolitano.

    Ao princípio da manhã, o trânsito rodoviário estava completamente congestionado em redor da capital.

    Apenas um terço do tráfego ferroviário estava garantido a nível nacional, apesar de a direcção da empresa dos caminhos-de-ferro (SNCF) ter prometido um regresso à normalidade ao longo do dia.

    Dois dos oito sindicatos dos ferroviários convocaram para hoje um segundo dia consecutivo de greve.

    Na quinta-feira, o movimento contra a alteração dos regimes especiais de reforma suscitou uma mobilização histórica na SNCF, com mais de 73 por cento de grevistas, segundo a direcção.

    “A bola está agora no campo do governo”, afirmou Bernard Thibault, líder da CGT, principal central sindical do país, que advertiu: “A reforma, nos moldes actuais, não passará”.
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