Em comunicado enviado à redação, o sindicato afirma que o anúncio foi feito “em vésperas das comemorações do Comando Regional da PSP dos Açores” e acusa a tutela de agravar a “situação de asfixia operacional e humana” vivida nas esquadras e serviços policiais do arquipélago.
Segundo o SINAPOL-Açores, as colocações gerais de agentes para os Açores foram adiadas para dezembro de 2026, situação que compromete o reforço de efetivos na Região.
O sindicato apela à intervenção imediata do Governo Regional dos Açores e dos deputados eleitos pela Região à Assembleia da República, defendendo a necessidade de reverter aquela que classifica como uma “decisão ilegal e injusta”.
A estrutura sindical sublinha ainda que mais de uma centena de polícias açorianos vê agora frustradas as expectativas de regresso à Região Autónoma durante o presente ano.
Recorde-se que, na edição do dia 14 de maio do Açoriano Oriental, o presidente da SINAPOL-Açores, António Santos, tinha avisado que a Região necessitava de, pelo menos, 150 polícias nas esquadras regionais. Além disso, o sindicalista avisou que caso continuassem a ser colocados “20 a 30” agentes por ano na Região, algumas esquadras teriam de ser encerradas permanentemente.
No fim do comunicado, a direção
regional do SINAPOL-Açores, presidida por António Santos, manifesta-se
disponível para prestar esclarecimentos adicionais, conceder entrevistas
e participar em debates sobre o tema, que considera de “extrema
gravidade para a segurança do arquipélago”.
