Schäuble pede ao Parlamento Europeu para não atrasar União Bancária


 

Lusa/AO online   Economia   21 de Dez de 2013, 17:14

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, apelou ao Parlamento Europeu para não atrasar o projeto da União Bancária, de modo a que possa ser adotado no início do próximo ano.

"Estou muito satisfeito com o que foi decidido sobre a união bancária (...) Agora, cabe ao Parlamento Europeu assumir as suas responsabilidades para que possamos fechar a legislação europeia antes das próximas eleições europeias de maio" de 2014, disse o ministro alemão ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, numa entrevista que será publicada domingo, adianta a AFP.

Os ministros das Finanças europeus chegaram a acordo esta semana, após negociações de mais de 12 horas, sobre a união bancária. Este acordo permitirá a criação do mecanismo único de resolução, que será responsável pela falência organizada dos bancos da zona euro.

O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, antecipou que se seguem "longas negociações" entre os deputados europeus.

Schulz criticou especificamente a complexidade do mecanismo proposto: a criação de um fundo comum com contribuições de bancos destinado a financiar eventuais liquidações e uma “autoridade de resolução” encarregada de tomar as decisões, mas que está no entanto dependente, em último recurso, dos governos nacionais.

Para Schulz seria "inaceitável" que o Parlamento perdesse as suas prerrogativas legislativas em favor de um mecanismo puramente intergovernamental.

O projeto da União Bancária implica três pilares. Além do mecanismo único de resolução, é composta pelo mecanismo único de supervisão - que está confiada ao Banco Central Europeu e entrará em vigor no outono de 2014 - e o esquema comum de garantia depósitos, sobre o qual ainda não há acordo na Europa.


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