Espanha/Acidente

Sánchez promete transparência e "todos os meios" para esclarecer causas

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu "total transparência" e "todos os meios necessários" para serem esclarecidas as causas do acidente ferroviário da semana passada em Urda, Toledo, em que morreram pelo menos 69 pessoas



"Os investigadores independentes e a própria justiça estão a trabalhar para esclarecer os factos relativos a este acidente. Vão fazê-lo com todos os meios necessários para apurar as causas com total transparência e de forma exaustiva e rigorosa", afirmou, numa intervenção em Barcelona na conferência "World in Progress", organizada pelo Grupo Prisa, dono do jornal El Pais.

Sánchez voltou a dizer hoje que o acidente de Urda quebrou a confiança dos espanhóis na rede de alta velocidade ferroviária do país, a segunda maior do mundo, depois da chinesa.

"A nossa principal obrigação, enquanto Governo de Espanha, é recuperar, o mais rapidamente possível e custe o que custar, a confiança dos cidadãos na alta velocidade", disse o líder do Governo.

O acidente de 28 de outubro em Urda foi o segundo este ano em Espanha com comboios de alta velocidade, depois de em 18 de janeiro terem morrido 46 pessoas numa colisão em Adamuz, Córdova.

Na semana passada, Sánchez afirmou por duas vezes que "não é aceitável" para um país como Espanha ter dois acidentes na rede de alta velocidade em nove meses. Hoje disse duas vezes que o acidente de Urda "jamais deveria ter acontecido".

Sánchez anunciou que na terça-feira o Conselho de Ministros de Espanha vai aprovar um decreto com ajudas e mecanismos especiais para agilizar apoios já previstos na lei a vítimas e famílias de vítimas do acidente.

O primeiro-ministro e líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE) não se referiu aos pedidos de demissão do ministro dos Transportes, Oscar Puente, que estão a fazer partidos de direita e esquerda, incluindo parceiros parlamentares do executivo e da coligação que esta no governo.

O acidente de Urda fez 69 mortos, incluindo um cidadão português, segundo as autoridades, que revelaram hoje que estão por identificar três cadáveres.

Segundo os dados oficiais conhecidos até agora, 54 dos mortos identificados são espanhóis e 12 estrangeiros.

As três pessoas por identificar são também estrangeiras e o processo e protocolos de identificação são nestes casos mais demorados, disse o governo regional de Cstela-La Mancha

Segundo informações dos respetivos governos, há dois cidadãos australianos e um japonês desaparecidos no acidente.

Ainda segundo o executivo de Castela-La Mancha, dos 110 feridos atendidos em hospitais da região, 29 continuam internados hoje. Nove dessas pessoas estão em unidades de cuidados intensivos.


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