Há novidades quanto ao aumento do capital social do Santa Clara Açores Futebol SAD: os acionistas serão chamados a decidir uma nova modalidade para aumentar o capital social que mantém as percentagens na posse quer do clube, quer dos pequenos acionistas, lê-se na convocatória a que o Açoriano Oriental teve acesso.
De recordar que em março, a última assembleia de acionistas da SAD dos “encarnados” de Ponta Delgada aprovou o aumento de capital de 1 milhão de euros para 6 milhões de euros através de subscrições de ações, para responder a uma notificação da UEFA, por quebra do fair-play financeiro. Uma operação que implicava que todos os acionistas teriam de acompanhar o aumento de capital, sob pena de verem reduzidas as respetivas percentagens: atualmente, a Ikarus Business, do empresário brasileiro Bruno Vicintin, detém 55,8% do capital social, com o Clube Desportivo Santa Clara a deter 40% e um grupo de pequenos acionistas os restantes 4,2%.
Se seguisse em frente, a Ikarus passaria a deter a esmagadora maioria das ações, com o clube reduzido a menos de 5%. Uma situação que gerou mal-estar no seio não só do emblema micaelense, como no grupo de pequenos acionistas, que alertaram que esta solução não resolveria o problema e que existiam alternativas.
Ora, na assembleia de acionistas, convocada pela Ikarus Business para o próximo dia 30, o que estará em cima da mesa será uma fórmula diferente: ao invés da subscrição, os acionistas vão decidir pela transformação de suprimentos em prestações acessórias.
Em traços gerais, trata-se de transformar os empréstimos (suprimentos) que existem em contribuições (prestações acessórias), que não são consideradas dívida, integrando o capital social.
Esta modalidade tem efeito no passivo (elimina a dívida) e no capital social (aumenta-o), além de, em particular, manter as percentagens de cada acionista, não havendo espaço a diluição.
