RTP/Açores integra seis trabalhadores mas não sabe quantos precários tem no total

RTP/Açores integra seis trabalhadores mas não sabe quantos precários tem no total

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Dez de 2018, 08:57

A direção da RTP/Açores, ouvida na Assembleia Legislativa Regional pela Comissão Permanente de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, afirmou que serão integrados em breve seis trabalhadores mas não sabe quantos funcionários da empresa são precários.

Questionada sobre a integração de trabalhadores precários nos quadros da RTP, Lorina Bernardo, diretora da RTP/Açores, adiantou que, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), “dos 130 a nível nacional, vão ser integrados, nos Açores, seis trabalhadores – quatro em Ponta Delgada e dois no Faial”–, acrescentando que estes números estão “acima da média a nível nacional”.

A responsável afirmou, no entanto, que não sabe quantos trabalhadores precários tem a delegação açoriana da RTP, nem quantos destes se candidataram ao processo do PREVPAP, tendo-se comprometido a remeter essa informação à Comissão Permanente de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho “até meados de janeiro”.

Sobre o processo, explicou que “a avaliação foi feita por juristas”, mas que “houve um parecer da direção do centro regional dos Açores” em que foi feito um “reconhecimento” das “pessoas que estavam lá grande parte do seu tempo”.

Quando questionada sobre os trabalhadores não elegíveis para integração, por colaborarem com a televisão pública estando registados como empresas, a diretora admitiu que “a dada altura, a RTP terá pedido a determinadas pessoas que se inscrevessem como empresas”, explicando que essa “foi uma decisão que não foi do centro regional dos Açores, o diretor terá cumprido com direções que recebeu” e considerou “lamentável que agora as pessoas estejam a ressentir-se disso”.

Lorina Bernardo admitiu “falta de recursos humanos nas áreas técnicas, essencialmente no que se refere às novas tecnologias”, mas não sabe “quando é que a empresa vai abrir a possibilidade de integração dessas pessoas”, já que estão “dependentes da sede”, tendo garantido que já houve “conversas com a administração [da RTP] no sentido de alertar para as necessidades [da RTP Açores]”.

O subdiretor da delegação açoriana da RTP, Rui Goulart, defendeu a opção da empresa de admitir estagiários no âmbito dos programas financiados pelo Governo Regional Estagiar L e Estagiar T, considerando que essa opção representa uma “mais-valia” e que permite “uma aprendizagem e um benefício mútuo”, ressalvando que “isso não deve impedir a integração dos precários” e que os estágios não servem para colmatar as falhas de recursos humanos.

O centro regional dos Açores da RTP investiu, nos últimos três anos, em instalações e equipamento nas delegações de São Miguel, Terceira e Faial.

O subdiretor adiantou a estratégia para 2019, revelando uma aposta na “proximidade e relevância, que voltem a colocar a RTP Açores mais próxima dos açorianos”, que se materializa, também, num investimento em multimédia e nas plataformas digitais.

Para o próximo ano, a direção vai apostar num maior contacto com a população, promovendo debates em todas as ilhas, um programa que percorrerá as mais de 150 freguesias dos Açores, e um programa de antena aberta em que as pessoas possam participar.

Para fazer a ponte com as comunidades de açorianos no exterior, a subdireção propôs um segundo correspondente nos EUA, uma iniciativa que aguarda a resposta do Conselho de Administração.

Rui Goulart confessou, também, a intenção de “dar maior visibilidade ao parlamento” açoriano, apostar em programas de cultura e a criação de um programa de humor com o humorista açoriano Helfimed.


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