Ribeira Grande aprova orçamento de 2026 com prioridade para habitação

O município da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, Açores, aprovou o orçamento para 2026 de valor superior a 40 milhões de euros, que inclui investimentos estruturantes e dá prioridade à habitação, anunciou hoje a autarquia.




Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Câmara Municipal da Ribeira Grande, liderada pelo social-democrata Jaime Vieira, explicou que aprovou com os votos a favor dos quatro eleitos do PSD e a abstenção dos três vereadores do PS, “o primeiro orçamento do mandato 2025-2029, que ascende os 40 milhões de euros”.

Segundo a autarquia, o orçamento municipal para 2026, em comparação com o de 2025, “apresenta um aumento de cerca de 21% por via dos contratos de comparticipação com o IHRU [Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana] para a aquisição dos 89 fogos em Rabo de Peixe e 33 fogos na Matriz, num total de cerca de sete milhões de euros, totalmente financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), além de um aumento de 29% destinado à habitação degradada”.

O autarca Jaime Vieira, citado na nota, justifica que “a pressão sobre o acesso à habitação é uma realidade crescente” e a autarquia que lidera não pode ficar indiferente. Por isso, o investimento previsto permite “dar respostas concretas e imediatas a dezenas de famílias da Ribeira Grande”.

No orçamento para o próximo ano, o executivo municipal da Ribeira Grande destaca ainda o reforço das redes de saneamento básico nas freguesias da Matriz, da Ribeira Seca e do Porto Formoso, bem como o melhoramento do abastecimento de água na zona das Gramas, na Ribeirinha.

“Ainda há freguesias com infraestruturas que precisam de ser modernizadas e estamos comprometidos em resolver essas falhas estruturais”, justifica o autarca, citado na nota.

Segundo a autarquia, para o próximo ano, as grandes obras previstas estão relacionadas com a “nova fase da frente mar que vai até ao moinho”, a empreitada da Rua Sousa e Silva, a obra da Tondela na Matriz, a obra da Rua Direita de Baixo, na Ribeira Seca, a construção dos coletores de águas nas Gramas, na Ribeirinha, e a criação de três parques de estacionamento.

“São obras que melhoram a mobilidade, reforçam a proteção do território e têm impacto direto no quotidiano das pessoas”, referiu Jaime Vieira.

Em 2026 o executivo camarário da Ribeira Grande também pretende criar uma Unidade Operacional de Combate às Dependências, “centrada na prevenção e assente numa abordagem holística desenvolvida por uma equipa multidisciplinar em estreita proximidade com a comunidade”.

“Apesar dos investimentos previstos, a dívida de longo prazo deverá reduzir cerca de oito milhões de euros, resultado das amortizações programadas e da aquisição dos fogos financiados a 100% pelo PRR”, adiantou a autarquia.

Para Jaime Vieira, o primeiro orçamento municipal do seu mandato, é “virado para as pessoas”, “responde às necessidades reais das famílias” e “prepara a Ribeira Grande para o futuro”.

O orçamento municipal da Ribeira Grande será agora submetido à Assembleia Municipal para apreciação, discussão e votação.

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