Reunião de análise da candidatura do Fado a Património da Humanidade na 3ª feira

Reunião de análise da candidatura do Fado a Património da Humanidade na 3ª feira

 

Lusa / AO online   Nacional   20 de Nov de 2011, 11:59

O VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, que analisará a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, começa na próxima terça-feira em Bali, na Indonésia, decorrendo até dia 29.

O comité é presidido pelo embaixador da Indonésia junto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura), Aman Wirakartakusumah, e é constituído por 24 países, entre eles, Espanha, Quénia, Japão e Venezuela.

Os 24 delegados deverão analisar um total de 49 candidaturas para inscrição na lista do Património Imaterial da Humanidade, entre as quais a do Fado. A candidatura portuguesa é uma das sete melhor recomendadas pelo Comité de Peritos da UNESCO, ao lado da do conhecimento dos jaguares, pelos xamãs da tribo ameríndia colombiana Yurupari, da música Mariachi, do México, das danças Nijemo Kolo da Dalmácia (Croácia), da música e dança tsiattista do Chipre, e a cavalgada de reis da Morávia (República Checa).

Entre as 49 candidaturas, Coreia do Sul, China, Japão e Índia detêm o maior número de propostas – seis cada -, seguindo-se a Mongólia com cinco. Com duas candidaturas encontra-se a Croácia, a França, a Espanha, a Turquia e o Sultanato de Omã. Com apenas uma candidatura, além de Portugal apresentam-se Bielorrússia, Bélgica, Colômbia, Chipre, República Checa, Irão, México e Peru.

Há uma candidatura transnacional partilhada pelo Mali, Burkina-Faso e Costa do Marfim que é a das práticas e expressões culturais ligadas ao “balafon” das comunidades Sénoufo do Mali, Burquina-Faso e Costa do Marfim.

Da ordem de trabalhos deste Comité, entre outros pontos, consta a análise das 23 candidaturas ao Património Imaterial com referência de Salvaguarda Urgente por se encontrarem em risco.

Destas 23 candidaturas seis são da Mongólia, seguindo-se duas da Arménia, do Irão e dos Emirado Árabes Unidos. Completam a lista de candidaturas com uma proposta Brasil, Cambodja, República Centro-Africana, China, Guatemala, Indonésia, Peru, Vietname, Mauritânia, Mali e Quénia.

O Brasil candidata nesta categoria o ritual Yaokwa, do povo Enawenê-nawê, para a manutenção da ordem social e cósmica.

Neste comité serão também examinadas e votadas as Melhores Práticas de Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. Nesta categoria apresentam-se 12 candidatos, cinco deles provenientes do Brasil, três de Espanha e os restantes quatro têm, cada um, origem na Argentina, Bélgica, Hungria e Letónia.

As três candidaturas espanholas são o “Atlas do Património Imaterial da Andaluzia”, a revitalização do saber tradicional da elaboração da cal artesanal em Morón de la Frontera, próximo de Sevilha, na Andaluzia, e o papel das Sociedades Musicais na salvaguarda do património cultural imaterial da Comunidade Valenciana.

Os 24 Estados do Comité vão ainda analisar o pedido de apoio financeiro de quatro candidaturas, uma delas, tripartida, no total de cerca de 19 mil euros.

Os candidatos são Uganda, Mongólia e Uruguai e a tripartida é constituída pela Bolívia, Chile e Peru.

Além destas apreciações os delegados irão ainda debater vários relatórios e questões de organização interna como a eleição do comité que analisará as candidaturas do próximo ano, um reflexão sobre os critérios de inscrição na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade e propostas para a celebração do 10.º aniversário da Convenção em 2013.

Os 24 Estados que constituem o Comité são: Albânia, Azerbaijão, Burquina-Faso, China, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Cuba, Espanha, Grenada, Indonésia, Irão, Itália, Japão, Jordânia, Madasgáscar, Marrocos, Nigéria, Niger, Omã, Paraguai, Quénia, República Checa e Venezuela.


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