O incêndio que deflagrou no dia 06 perto da meia-noite destruiu quase totalmente o prédio número 23 da Avenida da Liberdade, restando apenas a fachada, tendo afectado outros edifícios, nomeadamente a cobertura do número 21, cujos residentes, cinco famílias, tiveram de ser desalojados.
Desde esse domingo à noite que não se circula de automóvel na lateral da Avenida da Liberdade, no quarteirão onde ocorreu o fogo, e que continua vedado por grades da Polícia Municipal, que ainda vigia o local.
Hoje de manhã, dois elementos da Polícia Municipal mantinham-se nas proximidades do prédio destruído para evitar que as pessoas passem o perímetro de segurança.
O acesso ao parque de estacionamento dos restauradores, localizado em frente ao edifício afectado continua também encerrado, bem como a sapataria Guimarães e a Halcon, uma das lojas de viagens instaladas no rés-do-chão de prédios afectados.
As duas lojas têm afixados avisos justificativos do encerramento remetendo os seus serviços para outras instalações também em Lisboa.
A Halcon Viagens justifica o encerramento "por motivos operativos e de força maior" e na sapataria Guimarães lamenta-se o "incómodo provocado pelo incêndio".
Embora de portas abertas, a loja de viagens do El Corte Inglês está a ressentir-se devido à proibição de circulação na lateral da Avenida da Liberdade.
Uma das funcionárias contou à Lusa que o mês de Julho é normalmente de muita procura, o que não está a suceder actualmente.
"Os carros não passam aqui à frente. Há poucas pessoas interessadas, mas muitos curiosos que querem ver o prédio que ardeu", contou a funcionária.
Revelou também que houve necessidade de fazer remodelações nas instalações devido às inúmeras infiltrações causadas pela água depositada pelos bombeiros no combate ao fogo.
No interior do prédio ardido continua a ver-se, tal como há 15 dias, entulho até ao nível do primeiro andar, enquanto ainda não há vestígios de obras no local.
O vereador do Urbanismo já anunciou que as fachadas dos edifícios 29 a 33 afectados pelo incêndio da Avenida da Liberdade terão de ser alvo de obras de consolidação, a cargo do proprietário.
A vistoria realizada aos vários edifícios afectados pelo incêndio concluiu pela necessidade de obras de consolidação das fachadas dos edifícios 29 e 33, que não apresentam, contudo, "riscos de colapso", afirmou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS).
Incêndio em Lisboa
Quinze dias depois do incêndio na Avenida da Liberdade continua tudo na mesma
Quinze dias depois do incêndio na Avenida da Liberdade, em Lisboa, o cenário permanece quase inalterado, com o entulho amontoado no prédio que ardeu, com a rua e lojas fechadas e as obras por fazer.
Autor: Lusa/AO online
