Açoriano Oriental
Vuelta
Quatro lusos entre 'pesos pesados', um estreante e um 'reforço' de última hora

A 75.ª edição da Volta a Espanha em bicicleta, que começa na terça-feira, terá quatro portugueses em ação, de Nelson Oliveira (Movistar), último luso a vencer na Vuelta, a um estreante e um ‘reforço’ de última hora.

Quatro lusos entre 'pesos pesados', um estreante e um 'reforço' de última hora

Autor: Lusa/AO Online

Além de Oliveira, que em 2015 foi o derradeiro português a vencer uma etapa na última das três grandes voltas, também Rui Costa (UAE Emirates), campeão do mundo em 2013, traz experiência ao contingente luso, na mesma equipa do estreante Ivo Oliveira, que vai correr a primeira das ‘grandes’.

Já Ricardo Vilela (Burgos-BH), que corre por uma das duas equipas de fora do escalão WorldTour, foi chamado à última, a três dias do arranque, para substituir o espanhol Jorge Cubero, devido a doença.

Oliveira vem de correr a Volta a França, em que subiu ao pódio como parte de uma Movistar que venceu a classificação por equipas, e revela ter feito bom trabalho de recuperação, descanso e depois de preparação.

“Vamos ver como o corpo reage a mais uma grande volta. Não é novidade para mim fazer duas num ano, apesar de este ano ser bastante diferente, porque a época vai muito mais longa do que o esperado”, atira.

A correr desde o final de janeiro, na Volta a San Juan, diz, bem humorado, à Lusa que “já chega” e que as férias, após a chegada a Madrid, são muito desejadas, mas primeiro a equipa espanhola traz “uma grande equipa”, com três líderes possíveis, o veterano Alejandro Valverde e os valores emergentes Enric Mas e Marc Soler.

Com apenas um contrarrelógio, o português espera ainda assim que possa “ter uma oportunidade numa fuga para tentar vencer” uma etapa, mesmo que tenha sido escolhido “como gregário, para trabalhar para a equipa”, além de “dar o melhor e ver o que sai” no ‘crono’ da 13.ª etapa.

Em 2015, foi também na 13.ª etapa da Vuelta que Nelson Oliveira ‘brilhou’, ao vencer pela Lampre-Merida uma etapa em que se distanciou dos resistentes de uma fuga numerosa para vencer a solo, no último triunfo português na grande competição dos ‘vizinhos’.

Com três vitórias na Volta a França, Rui Costa também sabe o que é vencer em grandes voltas e chega à Vuelta com esse objetivo específico, numa equipa em que traz o compatriota Ivo Oliveira, que se estreia nas ‘grandes’.

Quarto classificado na Volta ao Algarve, num ano em que também esteve em bom plano na Volta a Limousin e na Volta à Arábia Saudita, Costa chega como campeão nacional de fundo e traz consigo o campeão do ‘crono’, Oliveira.

Este ano marcou ainda o fim do ‘jejum’ de etapas, que durava desde 2017, com a primeira tirada na Arábia Saudita, a que se seguiu a prova de fundo dos Nacionais, um bom augúrio para uma corrida em que Ivo Oliveira procura ganhar experiência em provas de três semanas.

Ricardo Vilela, por outro lado, era suplente na Burgos-BH e já estava em casa quando foi chamado para a ‘Vuelta’.

“Já não estava a contar vir, como é óbvio. Estive em Burgos até quarta-feira, à espera que saíssem os resultados dos testes [ao novo coronavírus], porque alguém podia ter um problema. Quando saíram, estava tudo ok. (...) O meu colega começou a sentir-se mal, apanhámos bastante chuva e frio numa prova no País Basco. Veio agravando os sintomas, e, apesar do teste negativo, vim substituí-lo”, conta.

A sentir-se “bem e confiante” após o 14.º lugar final na Volta a Portugal, em que liderou a equipa, quer “aproveitar a condição física” que vem dessa prova, esperando que não traga “mais desgaste”.

“O objetivo da equipa é dar visibilidade aos patrocinadores, como fiz no ano passado. Entrarmos nas fugas e tentar estar naquelas que possam chegar à meta”, revela o ciclista.

O atleta luso correu a prova em 2015, com a Caja Rural, acabando no 48.º lugar final, voltou dois anos depois com a Manzana Postobon, tendo sido 50.º, e no ano passado, já na formação de Burgos, acabando em 105.º.

A 75.ª edição da Volta a Espanha arranca na terça-feira em Irún, terminando em 08 de novembro em Madrid, encurtada a 18 etapas, em vez das habituais 21.


 
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