“Sem margem para dúvidas, continuaremos a modernizar e a desenvolver as nossas forças nucleares estratégicas”, afirmou Putin, citado pelas agências de notícias russas.
Putin disse que a Rússia vai criar “sistemas de mísseis com maior potência de combate, capazes de superar todos os sistemas de defesa antimísseis atuais e futuros”.
O líder russo inspecionou hoje o Instituto de Tecnologia Térmica de Moscovo (MITT), que projeta há décadas os principais mísseis balísticos intercontinentais russos, como o Topol, o Bulava ou o Yars.
Durante a visita, condecorou o chefe dos projetistas do MITT, Yuri Solomonov, com a ordem de Herói da Rússia, tendo também atribuído outras condecorações a funcionários da instituição, noticiou a agência France-Presse (AFP).
Putin disse que os sistemas de mísseis balísticos com carga convencional estão a ser utilizados com eficácia na operação militar especial, referindo-se à guerra contra a Ucrânia, que mandou invadir em fevereiro de 2022.
O líder russo considerou ainda que os trabalhadores do instituto criaram um conjunto de sistemas que contribuíram para o reforço da segurança nacional.
O MITT, fundado em 1946 e que celebra o 80.º aniversário, projetou, entre outros, os mísseis de base terrestre Topol e os mísseis de base marítima Bulava, que são lançados a partir de submarinos nucleares da classe Borei.
Na terça-feira, após um ensaio bem-sucedido, Putin já tinha enaltecido as características do míssil intercontinental Sarmat, que qualificou como “o sistema de mísseis mais potente do mundo".
Putin disse que os mísseis Sarmat, que segundo Moscovo são quatro vezes mais potentes do que os equivalentes ocidentais, entrarão ao serviço até ao final do ano.
Há uma semana, as forças de segurança russas detiveram o diretor da empresa Krasmash, fabricante dos mísseis balísticos Sarmat, sob a suspeita de recebimento de suborno.
Meios de comunicação social independentes noticiaram que a entrada em funcionamento dos Sarmat deveria ter ocorrido mais cedo, mas a data foi adiada após dois testes falhados.
Putin anunciou em 2023 o início iminente da produção “em massa” do Sarmat, um projétil que disse ter um “alcance praticamente ilimitado” e que torna inútil o escudo antimísseis dos Estados Unidos.
A Rússia já instalou armas nucleares táticas na Bielorrússia, mas abdicou, até ao momento, de utilizar armamento nuclear em território ucraniano.
