PSD/Açores diz que região devia estar a crescer o dobro

PSD/Açores diz que região devia estar a crescer o dobro

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Mar de 2019, 16:57

O presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, criticou o executivo regional por, disse, se "contentar com pouco" em matéria económica, acrescentando que a região devia estar a crescer "o dobro" para se aproximar da média nacional.

"Um crescimento na ordem do dobro, 4%, 5%, era o exigível nesta altura do campeonato para nos aproximarmos da média nacional", declarou aos jornalistas o social-democrata, no dia seguinte ao Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) ter estimado que, em 2018, a região teve um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em volume e 4,04% em valor, para os 4.295 milhões de euros.

O Governo Regional (PS), prosseguiu Gaudêncio, "contenta-se com muito pouco", e os novos indicadores de contas públicas hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são prova de que, em 2020, nas regionais, deve ser "mudado o rumo" político da região.

"Já estamos com 3% do défice relativamente ao PIB. O resto do país está com 0,5%. Nós estamos seis vezes acima do que aconteceu no país. Isto só revela o descalabro das contas públicas", vincou o presidente do PSD/Açores, falando à margem de uma iniciativa na fábrica de chá Gorreana, na ilha de São Miguel.

O défice da Administração Regional dos Açores de 2018 agravou-se em 74,1 milhões de euros, para 126 milhões, resultado explicado por uma garantia dada à SATA no valor de 76 milhões de euros, segundo o INE.

Segundo a primeira notificação de 2018 relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida hoje pelo INE ao Eurostat, o aumento do défice na região "é explicado pelo registo como transferência de capital, com impacto na necessidade de financiamento, da concessão de uma garantia e de um aumento de capital do Governo Regional" à SATA no valor de 76 milhões de euros.

No que refere à dívida pública, o aumento nos Açores foi de 1.690,4 milhões de euros para 1.859 milhões, enquanto na Madeira registou-se uma descida de 4.866,2 milhões de euros para 4.809,2 milhões.

Relativamente à dívida bruta, esclarece o INE, a legislação europeia exclui da análise a dívida comercial, a dívida das empresas públicas que não integram o setor das administrações públicas e a dívida dos municípios e freguesias localizados nos territórios das regiões autónomas, números registados no subsetor da administração local.



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