PS recusa aumento da capacidade de carga nos voos inter-ilhas

PS recusa aumento da capacidade de carga nos voos inter-ilhas

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Dez de 2011, 06:29

A maioria socialista na Assembleia Legislativa dos Açores rejeitou hoje uma proposta do CDS/PP para aumentar a capacidade de carga nas ligações entre as ilhas do arquipélago para os passageiros de voos internacionais.

Em causa está uma alegada situação “discriminatória” dos emigrantes açorianos que visitam o arquipélago, a quem a SATA Internacional oferece uma capacidade de carga de porão de 50 quilos por passageiro, mas que, num voo de ligação para uma ilha diferente daquela em que aterram, só podem transportar 20 quilos de carga.

“Os emigrantes que venham aos Açores e o seu destino final não seja S. Miguel têm que pagar excesso de peso na ligação à sua ilha, caso o peso da bagagem de porão exceda os 20 quilos”, afirmou Artur Lima, do CDS/PP, para quem esta situação é “inacreditável”.

O CDS/PP pretendia que a companhia aérea açoriana autorizasse os passageiros que viajam para os Açores oriundos dos EUA e Canadá e também os passageiros açorianos com destino a estes países, a transportar nas ligações inter-ilhas a mesma carga (50 quilos) permitida nos voos internacionais “sem custos adicionais”.

O secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, afirmou que a proposta “não pode ser implementada” devido a vários fatores, entre os quais a diferença entre os aviões que operam na SATA Internacional e na SATA Air Açores.

“Não temos condições para estender a tarifa de 50 quilos aos voos inter-ilhas”, frisou, recordando que os aviões Bombardier Dash Q200 e Q400 que operam nos Açores não oferecem a mesma capacidade de carga que os Airbus A310 que operam entre a Região e o exterior.

Vasco Cordeiro salientou que, mesmo que fosse introduzida esta alteração ao peso máximo de carga permitida por passageiro, continuaria a existir uma “discriminação”, na medida em que os restantes passageiros inter-ilhas continuariam a viajar com o máximo de 20 quilos, embora “sentados ao lado de outros passageiros com 50 quilos de carga”.

A proposta do CDS/PP recebeu o voto favorável do PSD, BE, PCP e PPM, mas foi rejeitada com os votos contra da maioria socialista.


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