Provedor da Universidade dos Açores “ouve e tenta ajudar” estudantes

Provedor da Universidade dos Açores “ouve e tenta ajudar” estudantes

 

Rui Jorge Cabral / Francisco Cunha   Regional   17 de Out de 2009, 17:27

Está disponível desde o início do ano um novo apoio aos estudantes da Universidade dos Açores (UAç) através de um Provedor do Estudante, surgido na sequência da aprovação de novos estatutos da Universidade dos Açores.

João da Silva Madruga, director do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), em Angra do Heroísmo, foi o docente seleccionado para o cargo.

Convidado para o cargo pelo reitor da universidade, o novo provedor afirma que "uma das coisas que contou para tal foi a experiência que tenho ao longo de doze anos como coordenador institucional do programa ERASMUS", o programa de intercâmbio de estudantes na Europa.

"Como coordeno esse programa ao nível da universidade tenho que, obviamente, falar com muitos alunos, tenho que tentar perceber os seus problemas e foi provavelmente na sequência de toda essa experiência que tenho ao longo de doze anos em contacto com os alunos" que surgiu o convite do actual reitor, Avelino Meneses.

Quanto ao tipo de funções que desempenha, João Madruga esclarece que "todas as informações que o provedor dá não têm um aspecto vigorativo".

Quais são então as funções do novo provedor? "Se as reclamações dos alunos não vão ao encontro daquilo que eles pensam, muitas vezes eles pedem ajuda", sendo aqui que o provedor entra em campo. "Tento ver o que é que se passou e já consegui solucionar alguns problemas", explica o provedor. "Obviamente que outros não têm resolução, são situações em que de facto os alunos não têm razão", afirma.

João Madruga recorda que a sua função é a de "apreciar as queixas" e salienta que "não usaria a palavra queixa, usaria mais a palavra reclamação".

Existem várias maneiras dos alunos contactarem o provedor do estudante: "pode ser por email, por telemóvel, e se houver algum que queira falar pessoalmente comigo, também acontece", garante João Madruga.

Apesar de baseado na Terceira, o provedor também trabalha com o pólo de São Miguel. "Vou com muita frequência a São Miguel e posso atender a alguma situação mais complicada".

Ainda que tenha iniciado esta actividade recentemente, o provedor faz um balanço positivo até agora.

"O meu primeiro pedido foi a situação de um aluno maior de 23 anos, cuja situação estava muito complicada em termos da sua inscrição. Expus a situação ao reitor e houve um despacho favorável. Foi bom e gostei que tivesse sido assim", recorda.

Outro caso foi o de um aluno de São Miguel "que este ano concorreu para Turismo, ficou colocado no continente e perguntava se poderia vir para cá. Nesse caso, só podemos dizer que ele faça o possível para ter o melhor aproveitamento, para que no ano que vem estejamos cá para o ajudar".

Para João Madruga, no fundo, a sua função de provedor é a de "ouvir e tentar ajudar."


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