Sismo

Protecção Civil testa capacidade de resposta a cenário de sismo


 

Lusa/AOonline   Nacional   17 de Nov de 2008, 14:41

Casas destruídas, vias cortadas e incêndios são alguns cenários em que 4.548 pessoas estarão envolvidas entre sexta-feira e domingo, num simulacro de sismo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, para testar a capacidade de resposta da Protecção Civil.
Para o exercício "Prociv IV/2008", hoje apresentado na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), em Oeiras, vão estar mobilizados 2.750 elementos operacionais e 1.798 figurantes, dos quais 234 vão simular que estão mortos, 795 feridos e 769 desalojados.

    Baseado no sismo histórico de 1909 em Benavente, o "terramoto", com uma magnitude de 6.6/6.7, vai "abalar" os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal a partir das 15:00 de sexta-feira e gerar elevados danos materiais e humanos em diversos locais.

    Alenquer, Samora Correia, Porto Brandão, Vila Franca de Xira, Benavente, Seixal, Porto Alto, centro histórico de Almada, Sintra e Barreiro são algumas das localidades que terão edifícios em colapso e soterrados, deslizamento de terras, vias de acesso bloqueadas e incêndios urbanos e florestais.

    A cidade de Lisboa também será "seriamente afectada", sendo necessária a evacuação do Centro Comercial Colombo, no sábado de manhã; vários edifícios na zona oriental ribeirinha serão destruídos na sexta-feira; e, em Alfama, um incêndio num posto de combustível no sábado vai obrigar ao accionamento de brigadas de protecção civil locais.

    No domingo está ainda previsto o descarrilamento de uma composição do metro entre Telheiras e Campo Grande.

    O exercício, que será realizado ao longo dos três dias em simultâneo, vai levar também ao condicionamento do trânsito nos locais onde decorrerá, além de se verificar o movimento de colunas e grupos de veículos de socorro nas principais auto-estradas e vias de acesso às zonas do cenário.

    Na apresentação do exercício "Prociv IV/2008", o comandante operacional nacional da ANPC, Gil Martins, disse aos jornalistas que no terreno vão ser avaliadas valências específicas, nomeadamente busca e salvamento, emergência médica, apoio social e logístico, avaliação de estruturas, ligação aos órgãos de comunicação social, matérias perigosas e incêndios urbanos e industriais.

    Segundo Gil Martins, esta será a primeira vez que a Protecção Civil testa as suas capacidades nacionais num cenário de risco sísmico.

    Além do treino, o simulacro de sismo tem igualmente como principal objectivo a validação dos pressupostos operacionais contidos no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes (PEERS-AML).

    Gil Martins adiantou que o Plano, que vai sofrer a terceira actualização após o exercício, deverá ser aprovado em Conselho de Ministros até ao final do primeiro semestre de 2009.

    O Plano terá que estar aprovado quando se realizar um exercício internacional em Portugal em Maio de 2009, adiantou.

    No exercício vão estar também envolvidas 68 entidades, desde Bombeiros, PSP, GNR, Forças Armadas, Aviação Civil, INEM, Cruz Vermelha Portuguesa, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária, autarquias locais e Ministério Público.

    A acompanhar o simulacro estarão também observadores originários das entidades envolvidas.

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