Projecto do Centro de Interpretação da Gruta do Carvão na fase final


 

Luísa Couto   Regional   4 de Nov de 2009, 21:08

Nos últimos tempos muito se tem falado da Gruta do Carvão, em Ponta Delgada, mas a verdade é que ainda são poucos os que se aventuram a conhecer o maior túnel lávico conhecido da ilha de São Miguel.

 A começar, desde logo, pela quase inexistência de indicação relativa àlocalização da entrada principal do espaço. Ainda que haja um posto com a indicação deste Monumento Natural Regional - que se avista da via rápida, chegar até ele não é tarefa fácil, até porque a entrada para o local faz-se através de um acesso em terra batida, na zona do Paim, que passa quase despercebido aos menos atentos. Um problema que, segundo garantiu o director regional do Ambiente, Frederico Cardigos, ontem, durante uma visita à gruta, irá ser solucionado a breve trecho, com a colocação de sinalética com indicações precisas sobre o local.

"Os sinais já estão comprados e estão aqui armazenados. É, apenas, uma questão de instalação que, provavelmente, irá decorrer nos próximas dias ou meses", assegurou o governante.

Quanto ao referido posto que actualmente serve de "porta de entrada" aos visitantes, o director regional do Ambiente adianta que o mesmo irá receber "pequenos investimentos com intuito de melhorar alguns aspectos", uma vez que, num futuro próximo, espera-se que seja "uma casa de apoio ao Centro de Interpretação da Gruta do Carvão, que será construído junto aos secadores de tabaco, na Rua de Lisboa, junto à fábrica da Sinaga". Um espaço que, explicou Frederico Cardigos, tem como grande objectivo "melhorar as condições de visitação", e está já em fase de projecto, prevendo-se a conclusão do mesmo nos próximos meses.

"Estive, curiosamente, ontem com os arquitectos envolvidos na sua formulação e o projecto está a ficar extraordinariamente engraçado. Ou seja, ao contrário do que acontece aqui neste troço da Rua do Paim, irá permitir uma visitação de sentido único, com as pessoas a entrarem e saírem por sítios diferentes, fazendo assim com que possa aumentar o número de visitas".

Ainda no que respeita ao desenvolvimento do projecto, o director regional do Ambiente fez questão de esclarecer que o andamento da obra poderá apenas estar dependente de aspectos relacionados com a posse dos terrenos adjacentes ao novo centro.

Para os "Amigos dos Açores", entidade que gere e dinamiza a cavidade vulcânica em foco, o Centro de Interpretação, que, recordam, resulta de "uma proposta de musealização feita pela associação há mais de uma década", vai finalmente oferecer melhores condições para aqueles que pretendam conhecer a Gruta.

"Vai beneficiar não só as escolas e grupos que nos visitam, mas também os forasteiros", sustenta Diogo Caetano, presidente dos "Amigos dos Açores".

Refira-se, a propósito, que esta cavidade resulta do vulcanismo fissural, geologicamente recente, formado por cerca de 200 cones de escórias e por escoadas lávicas de natureza basáltica.

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