Açoriano Oriental
Professores de fora dos Açores só se deslocam à escola 14 dias depois de teste

Os professores que lecionem nos Açores no próximo ano letivo e cheguem de fora da região serão testados à covid-19 e só se deslocarão às escolas 14 dias depois do primeiro teste negativo.

Professores de fora dos Açores só se deslocam à escola 14 dias depois de teste

Autor: Lusa/AO online

“Só iniciarão funções nas escolas 14 dias após o primeiro teste negativo, permanecendo durante este hiato temporal na ilha de lecionação em regime de teletrabalho”, avançou hoje o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

À semelhança de todos os passageiros que chegam aos Açores, os docentes terão de realizar um teste de despiste do novo coronavírus até 72 horas antes de embarcarem ou à chegada, repetindo-o seis dias depois.

As aulas arrancam em 15 de setembro, em regime presencial, mas os docentes que tenham chegado de fora só poderão voltar às salas de aula passados 14 dias do teste negativo.

Além das medidas de higienização e de promoção do distanciamento social, foram dadas instruções às escolas para garantirem “o desfasamento de horários entre turmas e níveis de ensino, também para facilitar o alargamento do horário de almoço e para a utilização dos transportes à luz das regras em vigor”.

Em caso de necessidade, as escolas poderão mesmo recorrer às aulas ao sábado e nas cantinas haverá a possibilidade de recurso ao regime de take-away.

Serão distribuídas "duas máscaras reutilizáveis a todos os membros da comunidade escolar, encontrando-se em marcha um processo de aquisição de 60 mil máscaras", e os alunos beneficiários dos primeiros escalões de ação social escolar "receberão um reforço de máscaras no decurso do ano letivo".

O plano A para o próximo ano letivo é o regime presencial, mas está previsto um plano B, em caso de agravamento da pandemia da covid-19, com aplicação “total ou parcial” de ensino à distância, com recurso à tele-escola e às plataformas digitais.

“Independentemente do arranque do ano letivo em modo presencial, em cooperação com a RTP/Açores, voltaremos ao ensino televisivo para o pré-escolar e para o primeiro ciclo, em horário mais reduzido, mas suscetível de alargamento em caso de necessidade”, salientou Avelino Meneses.

Este ano letivo, o executivo açoriano emprestou “mais de 2.500 computadores e cerca de 1.500 dispositivos de acesso à internet” para garantir o acesso do ensino à distância a todos os alunos e no próximo ano letivo existirão mais meios à disposição.

“Já concretizámos um processo de aquisição de mais 500 computadores para reforço da nossa capacidade de empréstimo em caso de necessidade”, avançou o governante.

Ainda que não seja necessário recorrer às plataformas digitais, haverá no próximo ano letivo um “reforço da utilização de novas tecnologias no sistema educativo regional”, para que o ensino à distância se possa assumir como “um substituto verdadeiro do ensino presencial”.

Quanto à recuperação de aprendizagens, será feita no tempo definido pelos órgãos diretivos e pedagógicos das escolas, consoante as necessidades, e através dos instrumentos de intervenção já existentes.

“Importa recuperar algumas aprendizagens? Certamente que sim. Durante quanto tempo? Isso não sabemos. É variável consoante os contextos de cada escola, mesmo de cada turma. Pode ser necessário três, quatro, cinco semanas. Noutros casos pode ser uma tarefa para cumprir um ano inteiro”, explicou o governante.

O secretário regional sublinhou, no entanto, que os Açores foram “a região que mais e mais rapidamente disponibilizou utensilagem informática e acessos à internet aos alunos” e que “o tempo de ensino à distância foi um tempo de progresso, jamais de retrocesso das aprendizagens”.

“Os professores não têm de dar a matéria que não deram em 2019/2020 mais aquela que está prevista para o próximo ano letivo. Isso seria um erro crasso a causar um autêntico sufoco entre professores, alunos e famílias”, frisou.


 
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