Preço dos cereais aumentou 76 por cento num ano

Preço dos cereais aumentou 76 por cento num ano

 

Lusa/AO Online   Economia   31 de Ago de 2011, 07:53

O preço dos cereais disparou 76 por cento no último ano e deve continuar a subir, afetando bens alimentares básicos como o pão e a massa, segundo o observatório dos mercados agrícolas, que alertou para a elevada dependência de Portugal.

“O aumento dos preços deixa-nos muito vulneráveis porque somos muito dependentes das importações”, afirmou a Presidente do Observatório dos Mercados Agrícolas e Importações Agro-Alimentares, Maria Antónia Figueiredo, acrescentando que Portugal importa cerca de 75 por cento dos cereais que consome.

Este ano, a produção de cereais em Portugal vai atingir mais um mínimo histórico, ficando abaixo das 180 mil toneladas, segundo as Previsões Agrícolas divulgadas em meados de agosto pelo INE, o que agrava ainda mais a situação.

Entre junho de 2010 e junho de 2011, o índice de preços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) registou um aumento de 76 por cento, deixando Portugal ainda mais fragilizado.

“É um setor em que temos muitas necessidades, quer a nível da alimentação humana (o pão e as massas), quer a nível das rações para os animais”, justificou a mesma responsável, sublinhando que os produtores de suínos estão desesperados.

A solução pode passar não pelo aumento da área cultivada, mas pela mudança da tecnologia.

“Estamos numa grande expetativa quanto ao Alqueva e outras áreas onde há barragens”, afirmou a presidente do Observatório.

Se os cereais, que tradicionalmente eram cultivados em regime de sequeiro, passarem a ser de regadio, significa que a produção pode aumentar, com uma área inferior.

Mas falta dinheiro: “estamos a falar de uma região que durante décadas utilizou o sequeiro. Há que fazer investimentos, comprar sistemas de rega, dar formação aos empresários agrícolas.É preciso dinheiro, tempo e vontade e a conjuntura atual não é muto favorável até porque a banca não está muito disponível para emprestar aos empresários que queiram investir”.


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