Macron, os chefes militares e ministros abordarão, principalmente, a questão da Gronelândia, dado que os Estados Unidos ameaçaram impor tarifas mais elevadas aos países europeus, incluindo a França, que se opõem ao seu plano de anexar este território autónomo dinamarquês.
Paris enviou tropas para a Gronelândia, juntamente com outros países, incluindo a Alemanha e a Suécia, para exercícios a pedido da Dinamarca, aparentando ser um alerta ao presidente norte-americano, Donald Trump, que insiste em anexar de qualquer forma a ilha ártica.
O presidente francês pediu ainda à União Europeia (UE), este fim de semana, que ative o seu "instrumento anti-coerção" caso Washington leve adiante as suas ameaças comerciais. Esta ferramenta permite limitar as importações de um país, restringir o acesso a determinados mercados públicos e bloquear determinados investimentos.
A reunião do Conselho de Defesa vai focar-se também na Síria, onde foi assinado no domingo um acordo de cessar-fogo, prevendo a integração das poderosas forças curdas no Estado sírio, após dois dias de rápidos avanços das tropas sírias em zonas controladas pelos curdos no norte e nordeste do país.
A França saudou hoje este acordo, manifestando o seu apoio à "unidade e integridade" da Síria, ao mesmo tempo que declarou a sua "lealdade aos seus aliados curdos" na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
Por fim, o Irão e a onda de protestos populares, que têm sido duramente reprimidos pelo regime e provocou inúmeras mortes, estarão igualmente na agenda do Conselho de Defesa francês.
