PPM responsabiliza Governo dos Açores e Câmara do Corvo por “crime ambiental”

PPM responsabiliza Governo dos Açores e Câmara do Corvo por “crime ambiental”

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Mar de 2019, 16:23

O deputado do PPM, Paulo Estêvão, acusou esta quarta-feira o Governo Regional dos Açores e a Câmara do Corvo de terem cometido um "crime ambiental" na Praia da Areia, na ilha do Corvo, o que o executivo nega.

"Os que os senhores fizeram é um crime ambiental. Agora, o que eu vos exijo e a pergunta é, se o Governo Regional está disponível para reparar aquilo que destruiu em conjunto com o senhor José Silva, presidente da Câmara do Corvo", questionou o parlamentar monárquico, durante uma sessão de perguntas na sede da Assembleia Legislativa Regional, na Horta.

Em causa está uma intervenção efetuada pelo executivo açoriano e pelo município da mais pequena ilha dos Açores num morro situado junto à referida praia, no sentido de evitar a queda de pedras para o areal, mas que segundo o PPM terá originado a destruição da própria praia, atualmente coberta de pedras.

Paulo Estêvão afirma que, se o Governo Regional e a autarquia não corrigirem o problema, irá "seguir a via judicial", no sentido de "responsabilizar" os infratores por esta situação.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, garante que essa intervenção feita no morro não foi a responsável pela destruição do areal, mas sim o mau tempo das últimas semanas.

"Não foi, certamente, a demolição que se fez, de uma parte do morro, que provocou essa acumulação de pedras", esclareceu o governante, considerando que "não é sério", da parte do deputado do PPM, mostrar no parlamento açoriano fotografias "após uma série de intempéries violentas" que se abateram sobre os Açores, e que terão sido responsáveis pela destruição do areal.

Durante a sessão de perguntas dirigidas ao executivo, o deputado Jaime Vieira, da bancada do PSD, quis saber quando é que o Governo dos Açores, do PS, vai resolver o problema das moradias da freguesia das Calhetas, em São Miguel, que correm risco de derrocada, devido à sua proximidade da orla costeira.

Gui Menezes disse que as famílias afetadas já foram realojadas e que, em breve, as moradias afetadas, entretanto devolutas, serão demolidas, para que não possam voltar a ser ocupadas, prevendo-se que esteja concluído, em pouco tempo, o projeto para a intervenção no local.


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