PPM/Açores acusa presidente do parlamento regional de esconder inquérito interno

PPM/Açores acusa presidente do parlamento regional de esconder inquérito interno

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jan de 2019, 16:52

O deputado do PPM à Assembleia Legislativa dos Açores, Paulo Estêvão, acusou, esta quarta-feira, a presidente do parlamento, a socialista Ana Luís, de esconder o resultado de um inquérito interno.

"Estou absolutamente convencido de que o inquérito está pronto há muito tempo. E estou absolutamente convencido que a senhora presidente do parlamento está diretamente envolvida neste processo", acusou o parlamentar monárquico, para quem Ana Luís tem "nula independência política e institucional em relação ao Governo Regional".

Em causa está um inquérito interno instaurado pelos serviços da Assembleia Regional, no início de novembro de 2018, no sentido de apurar a responsabilidades pela digitalização de "documentos confidenciais" relacionados com a privatização de 49% do capital social da Azores Airlines.

Num esclarecimento hoje divulgado a este propósito, a secretária-geral da Assembleia Legislativa dos Açores garantiu que o processo de inquérito ainda não está concluído e que a presidente do parlamento "não foi, nem tem de ser informada sobre a fase de instrução das diligências" desse inquérito.

Apesar disso, Paulo Estevão disse que vai solicitar uma conferência de líderes extraordinária, para discutir esta matéria, e depois encaminhar a informação recolhida para o Ministério Público, por entender que Ana Luís "meteu o relatório na gaveta".

"A minha convicção política é que, ao Governo, interessa que os resultados deste inquérito não sejam divulgados antes do relatório da comissão de inquérito ao setor público empresarial estar concluído", justificou o deputado do PPM, acrescentando que a presidente da Assembleia "faz o que lhe mandam".

Recorde-se que a divulgação dos "documentos confidenciais" relacionados com a Azores Airlines levou o executivo açoriano a anular o concurso de privatização parcial da companhia e a anunciar a apresentação de uma "queixa" junto do Ministério Público, para o apuramento das respetivas "responsabilidades criminais" por esta alegada fuga de informação.


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