Portugueses preparados para votar em massa na Venezuela


 

Lusa/Ao online   Internacional   30 de Nov de 2007, 07:19

A comunidade portuguesa da Venezuela deverá votar em massa no referendo constitucional de domingo, firme no desejo de que a tranquilidade impere e que os resultados sejam aceites, mas admite que o "futuro é incerto"
Tal como acontece com os venezuelanos, também a comunidade portuguesa está dividida quanto à opção de voto.

    Enquanto uns defendem a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez, porque "o país precisa de aprofundar as mudanças, principalmente no social", outros estão contra porque dizem não estar esclarecidos quanto ao significado do "socialismo do século XXI" e temem a possibilidade de a Venezuela avançar para um regime "castro-comunista".

    No entanto, o cônsul-geral de Portugal em Valência, Rui Monteiro, disse, à Lusa, que o Consulado não recebeu qualquer "pedido de diligência de alguém com inquietações".

    "A comunidade portuguesa está perfeitamente integrada na sociedade venezuelana e tem as mesmas percepções que a generalidade dos venezuelanos. Está a tratar dos documentos. Em Janeiro e Fevereiro de 2006 houve um grande aumento na procura de passaportes, que depois se normalizou", afirmou.

    Em Caracas, segundo o cônsul Teles Fazendeiro a procura dos serviços consulares mantém-se alta, comparativamente à média de 2006: "Aproximadamente 350 pessoas vêem diariamente ao Consulado", esclareceu.

    Na Venezuela, estão radicados, segundo dados oficiais, 700 mil portugueses, número que segundo fontes da própria comunidade ascende a 1,5 milhões, incluindo os luso-descendentes que, na sua maioria, não têm dupla nacionalidade.

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