Fórmula 1

Português quer comprar equipa de Fórmula 1

Português quer comprar equipa de Fórmula 1

 

Lusa / AO online   Motores   4 de Out de 2007, 17:08

O empresário luso-sul-africano António Teixeira, patrão do campeonato A1 Grand Prix, revelou à Agência Lusa que está a negociar com a Williams, Toro Rosso, Super Aguri e Spyker para adquirir uma equipa de Fórmula 1, que se chamará A1F1.
    Admitindo chegar a um acordo “até ao fim do ano”, António Teixeira disse que quer estar na Fórmula 1 para dar publicidade à A1 e admite ter de gastar “mais do que 100 milhões de dólares (cerca de 71 milhões de euros)” por ano, porque quer “andar na frente”.

    “O que me atrai na Fórmula 1 é só a publicidade que eu ganho para a A1. A A1 precisa da publicidade que a Fórmula 1 tem para as pessoas começarem a conhecê-la mais”, afirmou o empresário, de 46 anos, que recentemente se radicou no Algarve, após 40 anos emigrado na África do Sul.

    António Teixeira coloca como condição para entrar na Fórmula 1 ter “um acordo com um fornecedor de motores e chassis”, pois é necessário “andar na frente” do pelotão para atingir o objectivo de promover o campeonato por nações A1GP.

    Segundo o empresário, já há um acordo com um construtor, que só vai anunciar quando o negócio estiver concluído: “Há várias marcas com quem podemos fechar, mas temos uma que preferimos”.

    Apesar de admitir que o orçamento anual terá de ser de “um bocadinho mais de 100 milhões de dólares” - porque hoje na Fórmula é necessário gastar “entre 100 milhões e 400 milhões de dólares (283 milhões de euros) por ano” -, pretende um equilíbrio entre economia e competitividade.

    “(Terá de ser) Uma coisa que seja económica para nós e que nos ponha à frente. Vamos ver primeiro qual a equipa que compramos, quanto trabalho é que tem de se fazer”, afirma António Teixeira.

    Embora haja contactos “com muitos países”, como a Inglaterra, onde tem uma base de negócios, “gostava de trazer para Portugal” a sede da A1F1, se lhe forem dadas “as condições para isso”, e coloca a hipótese do Estoril, porque “para se ter uma equipa tem que se ter uma pista”.

    António Teixeira pretende ter como pilotos de Fórmula 1 os três primeiros classificados da A1GP, que no futuro será disputada pelos vencedores de uma nova competição de âmbito nacional, denominada A2GP.

    Haverá, assim, três patamares de competição nas suas organizações: campeonatos nacionais (A2GP), que apuram os vencedores para representarem o respectivo país na Taça das Nações (A1GP), cujos três primeiros classificados vão disputar a Fórmula 1 na equipa A1F1.

    Segundo António Teixeira, os pilotos “terão um ano para mostrar o que valem” na Fórmula 1 e, se deixarem esta disciplina, para terem uma nova oportunidade na A1F1 terão de regressar ao seu campeonato nacional A2GP.

    “A equipa A1 na Fórmula 1 é mesmo isso: os pilotos que ganham a A1 é que a vão representar na Fórmula 1. Se esse piloto for português, é um português que vai representar a A1 na Fórmula 1”, respondeu, quando questionado sobre uma eventual aposta num piloto luso.

    Além de ser uma competição, a A1GP é também uma plataforma de negócios, que em dois anos permitiu a António Teixeira fazer contratos no valor superior a “15 ou 17.000 milhões de dólares (entre 10.600 e 12.000 milhões de euros)”.

    “Os donos das equipas do A1 são todos empresários ou homens de negócios dos seus países (...) E isto torna-se, mais ou menos, uma plataforma para toda a gente se conhecer e fazer negócios no fim-de-semana de corridas”, justifica.

    Uma outra fonte ligada ao projecto disse à Agência Lusa que a “intenção prioritária” é entrar na Fórmula 1 “já em 2008”, embora admita como “alternativa” um adiamento para a temporada de 2009.

    “A Fórmula 1 faz parte de um projecto global em termos de desporto automóvel, que nós gostaríamos muito que tivesse o seu centro de gestão e decisão em Portugal”, para onde António Teixeira se mudou recentemente, instalando-se na Quinta do Lago, com o objectivo de “descansar”.

    Além do desporto automóvel, este “projecto” global também tem como objectivo promover a criação em Portugal de “condições para o desenvolvimento da indústria e dos recursos humanos na área da tecnologia”, que a fonte disse ainda não poder revelar.
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