Droga

Portugal é segunda principal entrada de cocaína na Europa

Portugal é segunda principal entrada de cocaína na Europa

 

Lusa/AOonline   Nacional   6 de Nov de 2008, 09:47

Portugal, atrás da Espanha, continua ser a segunda principal porta de entrada da heroína na Europa, indica o relatório deste ano do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).
O organismo europeu, que apresentou, em Bruxelas, as conclusões anuais do relatório, baseia-se no facto de, em 2006, terem sido feitas em Espanha 41 por cento do total das apreensões daquela droga realizadas nos países da União Europeia (UE), enquanto Portugal atingiu os 28 por cento.

    Quanto ao trajecto da droga até à Europa, O Observatório refere que "tem vindo a crescer acentuadamente nos últimos anos" o transbordo através da África Ocidental, nomeadamente pela Guiné-Bissau, Guiné e ao largo de Cabo Verde.

    A cocaína mantém-se como a segunda droga mais consumida a nível europeu, a seguir à cannabis, estimando o OEDT que pelo menos 12 milhões de pessoas na UE a tenham consumido pelo menos uma vez na vida, o que dá uma média de 3,6 por cento da população entre os 15 e os 64 anos.

    Apesar de Portugal ser o segundo país por onde passa mais cocaína na rota da América do Sul, onde é produzida, até aos locais de consumo na Europa, o país tem um índice de consumo relativamente baixo, embora a manifestar tendência contínua de aumento.

    Comparativamente, a percentagem de pessoas entre os 15 e os 64 anos que consumiu a droga no último ano em Portugal rondou os 1,2 por cento em 2007, ano em que o Reino Unido atingiu quase 5,5 por cento e a Irlanda um pouco mais de três por cento.

    Em 2006, último ano em que apresentou dados, a Espanha também ultrapassou os cinco por cento.

    Num quadro com a prevalência do consumo de cocaína nos diferentes países, quase sempre liderado pelo Reino Unido e pela Espanha, Portugal apenas é citado uma vez, por ser o estado com o quarto índice mais baixo entre as pessoas que disseram ter consumido cocaína no último mês - 0,2 por cento.

    O relatório alude ainda a uma vacina contra a cocaína que está em fase de investigação e que se pretende venha a anular os efeitos da droga.

    "Os resultados dos ensaios clínicos iniciais são animadores, embora sejam necessários mais estudos para testar a viabilidade da vacina", lê-se no documento.

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