Portas critica alterações aos cálculos para atribuição do abono de família


 

Lusa/AO   Regional   20 de Set de 2008, 08:15

O líder nacional do CDS/PP, Paulo Portas, criticou na noite de sexta-feira as alterações agora introduzidas aos cálculos para a atribuição do abono de família aos portugueses.
Falando num jantar-comício na ilha do Pico, no âmbito de uma visita de quatro dias que está a efectuar aos Açores, Paulo Portas insurgiu-se contra o facto de o Estado "andar a tirar o abono de família aos pequenos e médios agricultores e aos pequenos e médios empresários".

    No seu entender, "não faz qualquer sentido" que os cálculos para a atribuição dos abonos tenham em conta o volume total de negócios dos agricultores e dos empresários portugueses e não apenas os seus lucros.

    O líder do CDS/PP defendeu, por outro lado, que o Governo da República devia incentivar a produtividade junto dos trabalhadores e das empresas portuguesas, beneficiando quem mais produz.

    "Só que isto é o oposto do que é moda em Portugal, ou seja, dar o Rendimento Mínimo a quem não quer trabalhar", lamentou o dirigente centrista, que denunciou ainda a má utilização que essas verbas acabam por ter, ao serem gastas, por exemplo, para a "compra de droga".

    Na ocasião, o líder regional do CDS/PP, Artur Lima, voltou a insurgir-se contra os gastos que os dois maiores partidos vão fazer na campanha para as Eleições Legislativas Regionais de 19 de Outubro.

    Artur Lima considerou "imoral" que PS e PSD se preparem para investir, juntos, quase 3 milhões de euros em "pura propaganda política", quando existem famílias açorianas a passar dificuldades.

    O dirigente regional apelou ainda aos picoenses para que desempatem a actual divisão de deputados pela ilha do Pico (dois do PS e dois do PSD), e para que marquem um "penalty" a favor da sua terra, elegendo um deputado pelo CDS/PP.

    "Os empates nem no futebol servem"”, recordou.

    O jantar-comício de sexta-feira, que teve lugar no Salão da Silveira, Lajes do Pico, juntou cerca de 150 simpatizantes e apoiantes do CDS/PP, para umas tradicionais sopas do Espírito Santo, mobilização que representa, segundo os dirigentes locais, "o maior jantar de sempre" do partido naquela ilha.

    O movimento de pessoas foi de tal forma anormal que Paulo Portas levantou-se da sua mesa e foi ajudar a servir vinho do Pico aos convidados, não fosse esta uma ilha de vitivinicultores, cujos currais de produção foram reconhecidos pela UNESCO como Património Mundial.

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