Nas Maldivas

Polícia deteve sete suspeitos do atentado à bomba de sábado


 

Lusa/AO   Internacional   1 de Out de 2007, 08:11

A polícia das Maldivas deteve sete nacionais depois de um embrulho ter explodido num parque muito frequentado, atingindo 12 turistas estrangeiros, disse no domingo um porta-voz do Governo.
Alguns dos suspeitos foram detidos no aeroporto da capital, Male, quando planeavam sair para o estrangeiro, disse o porta-voz.

    A bomba de fabrico artesanal deflagrou ao ar livre no parque Sultan, muito concorrido, em Male - o primeiro atentado até agora registado no arquipélago do Oceano Índico, famoso pelas suas estâncias turísticas exclusivas.

    O porta-voz do Governo, Mohamed Shareef disse que a polícia deteve os sete suspeitos horas depois da explosão, com base em "provas forenses".

    Shareef afirmou que os sete homens vão ser acusados pelo atentado, mas que a polícia não revelar ainda as suas identidades porque admite haver mais envolvidos.

    Não foram esclarecidos os motivos para o atentado. Shareef disse que bomba parecia ter sido montada por "um grupo de amadores", mas não adiantou mais pormenores.

    O porta-voz afirmou que a polícia está "muito, muito perto de desvendar este caso".

    "As Maldivas nunca tiveram uma coisa como esta. Estamos a levar o caso a sério, porque o turismo é a nossa energia vital", disse Shareef.

    Entre os feridos estão dois britânicos, oito chineses e dois japoneses, que sofreram queimaduras. Todos eles, excepto o casal britânico que sofreu queimaduras em mais de 40 por cento dos seus corpos, já tiveram alta do hospital e abandonaram o país, informou.

    Shareef disse ser ainda muito cedo para dizer se o atentado foi obra de militantes islâmicos, acrescentando que todas as possibilidades estão a ser investigadas.

    Alguns diplomatas ocidentais manifestaram preocupação pelo potencial de violência neste país islâmico predominantemente sunita.

    Metade da população tem menos de 18 anos, é razoavelmente escolarizada e com poucas perspectivas de bons empregos, alguns jovens viraram-se para o consumo de drogas, enquanto outros aderiram a uma lógica de conservadorismo islâmico que era praticamente desconhecido no país até há poucos anos.

    As autoridades pediram apoio à Interpol, Estados Unidos e Índia para a investigação do atentado, disse Shareef.

    As Maldivas, com uma população de cerca de 350.000 pessoas, são governadas com mão de ferro há 29 anos pelo Presidente Maumoon Abdul Gayoom. Nos últimos anos têm ocorrido tensões e focos de violência entre forças da oposição e o Governo.

    As Maldivas são, de longe, o país mais rico - e pacífico - no sul da Ásia. Cerca de 600.000 turistas vistam anualmente o país, assegurando um terço da economia nacional.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.