Plano para o sector automóvel salvou mais de seis mil empregos

Plano para o sector automóvel salvou mais de seis mil empregos

 

Lusa/AO Online   Economia   19 de Dez de 2008, 10:48

 O primeiro-ministro sustentou hoje que o acordo entre o Governo e o sector automóvel terá permitido salvar mais de seis mil empregos, dizendo que se nada fosse feito as consequências seriam “terríveis”.
 Na sua intervenção no seminário do “Diário Económico”, José Sócrates disse que uma das preocupações do seu executivo “é estar próximo das empresas”.

    “Ainda há seis meses atrás ninguém conseguia estimar que podia suceder esta redução na procura”, declarou, antes de explicar os motivos que levaram Portugal “a ser o primeiro país da Europa a ter um acordo entre o Governo e o sector automóvel”.

    “O Governo percebeu rapidamente o que aí vinha. O que aí vinha era terrível para as empresas e para os seus colaboradores. O que aí vinha era um despedimento de mais de seis mil pessoas”, sustentou o primeiro-ministro.

    Segundo dados avançados por José Sócrates, a redução da procura no sector automóvel “atinge cifras inconcebíveis ainda há três meses atrás”.

    “Há reduções na ordem dos 40 por cento”, apontando depois o caso da fábrica da Renault, em Cacia.

    “Em Dezembro está a ter uma produção que anda na ordem dos 25 a 30 por cento da que teve no período homólogo do ano anterior”, apontou.

    Face a esta realidade, Sócrates advertiu que, se a opção do Governo “fosse ficar sentado à espera, as companhias reuniriam os seus trabalhadores e explicariam que teriam de fazer reduções de custos de pessoal em consequência da redução da produção”.

    “O que o Estado fez foi contratualizar com todas essas empresas. Durante um ano o Estado ajuda essas empresas na formação dos seus trabalhadores – formações que terão um período de seis meses. Vamos esperar que este ano a produção retome os seus níveis normais e se mantenham os colaboradores”, afirmou.

    De acordo com Sócrates, com esta estratégia, “o Estado mantém empregos, mas também permite que as empresas do sector automóvel conservem os níveis de competitividade”.

   


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