Preservação da qualidade ambiental

Plano estratégico para a gestão dos resíduos das ilhas aprovado este mês

Plano estratégico para a gestão dos resíduos das ilhas aprovado este mês

 

Lusa / AO online   Regional   19 de Out de 2007, 12:06

O Plano Estratégico para a Gestão dos Resíduos dos Açores (PEGRA) será analisado e aprovado em Conselho de Governo ainda durante o mês de Outubro, anunciou o chefe do Executivo.
Falando quinta-feira na cerimónia de inauguração da Central de Triagem da Horta, a primeira do género nos Açores, Carlos César adiantou que este instrumento jurídico de gestão vai garantir uma maior "eficiência ambiental" e uma melhor "coesão territorial".

Segundo explicou, com o PEGRA o Governo cumpre um compromisso eleitoral e garante, como é seu "dever" e "obrigação", a preservação da imagem de uma Região que é conhecida, além fronteiras, pela sua "qualidade ambiental".

O presidente do Governo explicou que a visão de planeamento do Executivo aponta para a minimização da produção de resíduos pelas empresas e pelos cidadãos e para a criação de sistemas destinados a tratar e valorizar os resíduos.

A este respeito, Carlos César anunciou a instalação de Centros de Triagem e Processamento nas ilhas do Corvo, Flores, Faial, São Jorge, Pico, Graciosa e Santa Maria, enquanto na Terceira e em São Miguel, serão instalados Centros de Tratamento Mecânico e poderão surgir também Centros de Valorização Energética.

O chefe do Executivo disse ainda que este novo instrumento de gestão dos resíduos está "aberto" a novas oportunidades de investimento privado e recordou que as empresas inovadoras na área ambiental e na adopção de práticas sustentáveis e eco-eficientes são hoje "áreas emergentes e criadoras de grande riqueza".

Dada a fraca capacidade de investimento dos municípios açorianos de menor dimensão, situados nas denominadas ilhas da coesão (Corvo, Flores, Graciosa, São Jorge e Santa Maria), o Governo vai assumir a elaboração dos projectos das infra-estruturas previstas nesses locais.

Quanto às restantes ilhas, Carlos César entende que será "desejável" deixar o mercado funcionar, manifestando a "convicção profunda" de que o tecido empresarial saberá "responder a este desafio".

O presidente do Governo recordou que há dois ou três anos apenas uma sociedade gestora de resíduos, a ValorMed, operava nos Açores, enquanto actualmente existem várias empresas a operar "em todas as fileiras de resíduos".

Além de assegurarem a recolha e encaminhamento das embalagens, pneus, óleos usados, pilhas e acumuladores, resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, essas empresas vão também efectuar, a breve trecho, o tratamento dos resíduos farmacêuticos nas ilhas.

Segundo o governante, só este ano os Açores já exportaram 818 toneladas de pneus usados e 715 toneladas de óleos usados, números que, no seu entender, "apontam para a duplicação anual no volume de resíduos exportados".

A nova Central de Triagem da Horta, um investimento da autarquia local superior a 320 mil euros, tem capacidade para tratar uma tonelada de resíduos (papel, cartão e plástico) por hora, ocupando 12 postos de trabalho.
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