"Pesos pesados" voltam a pressionar PSI 20

A Euronext Lisboa fechou hoje em queda, em contraciclo com a maioria das congéneres europeias, com o PSI 20 a recuar 0,60 por cento, para 12.936,79 pontos, pressionado pelos "pesos pesados".


    Dos 20 títulos que integram o principal índice da bolsa portuguesa, 13 desceram, seis subiram e um ficou inalterado, numa sessão de elevada liquidez.

    Pela positiva destaque para Galp Energia, Impresa e Jerónimo Martins.

    Do lado negativo referência para Sonae Indústria, Portucel e Sonae, que acumularam as maiores quedas.

    A Europa terminou a sessão maioritariamente positiva, depois de a economia britânica ter crescido mais do que o esperado no terceiro trimestre, de a confiança dos consumidores alemães ter recuperado inesperadamente, e de as taxas de juro no mercado interbancário ter caído hoje pelo terceiro dia consecutivo.

    Entre as maiores subidas ficaram as tecnológicas Nokia, Cap Gemini, Philips, Alcatel-Lucent e Philips, as retalhistas Carrefour, Tesco e Ahold e as empresas de matérias-primas ArcelorMittal, Rio Tinto, ENI, Royal Dutch Shell, BP e Total.

    Nas quedas referência para os bancos Intesa, HBOS, Unicredito, UBS, BBVA, Deutsche Bank.

    O índice de referência DJ Stoxx 50 fechou a ganhar 0,28 por cento, para 3.644,53 pontos, enquanto o Euronext 100 somou 0,34 por cento, para 979,73 pontos.

    As praças de Londres, Frankfurt e Paris subiram 0,97, 0,41 e 0,26 por cento, respectivamente, enquanto Milão perdeu 0,27 por cento e Madrid caiu 0,24 por cento.

    Na Euronext Lisboa a maioria dos títulos fecharam em queda, incluindo os que têm maior ponderações no índice, penalizando o PSI 20 pela segunda sessão consecutiva.

    A banca viveu uma sessão negativa, acompanhando a tendência do exterior, com BPI a deslizar 0,19 por cento para 5,37 euros, o BES a perder 0,97 por cento para 15,25 euros e o BCP a recuar 0,67 por cento para 2,95 euros.

    Os títulos do universo Sonae encerraram também no 'vermelho', com Sonae Indústria a perder 4,14 por cento para 6,71 euros, liderando as desvalorizações no PSI 20, a casa-mãe a cair 3,06 por cento para 1,9 euros e a Sonaecom a deslizar 2,19 por cento para 3,57 euros.

    A Portugal Telecom caiu 0,98 por cento para 9,09 euros e a PT Multimédia somou 0,32 por cento para 9,42 euros.

    A Vivo pagou 1,2 mil milhões de reais (462 milhões de euros) na aquisição de licenças para serviços móveis de terceira geração em todo o território brasileiro, um prémio 88,8 por cento em relação ao mínimo.

    No leilão de frequências iniciado terça-feira e só hoje concluído, a operadora controlada em partes iguais pela Portugal Telecom (PT) e pela Telefonica, ganhou nove lotes directamente ou através de sua controlada, a Telemig Celular.

    A Galp Energia protagonizou a maior subida do dia, ao avançar 1,5 por cento para 16,87 euros.

    A REN e a EDP encerraram no 'vermelho', a cair 0,27 e 0,89 por cento, para 3,69 e 4,47 euros, respectivamente.

    A Energias de Portugal foi o título mais negociado do dia com 28 milhões de acções trocadas.

    A Brisa terminou o dia em queda, a perder 0,5 por cento para 10,01 euros.

    Durante a sessão de hoje foram transaccionadas 79,7 milhões de acções trocadas, correspondentes a um volume de negócios de quase 367 milhões de euros.
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