Covid-19

Pequim volta a repor medidas de prevenção após detetar novo surto

Pequim voltou a repor medidas de prevenção de contágio pelo novo coronavírus, após diagnosticar dezenas de novos casos, nos últimos dias, confirmando a severidade de uma segunda vaga de infeções na capital chinesa.



Centenas de pessoas alinharam-se em hospitais e outras instalações ao redor da capital, enquanto as autoridades executavam milhares de testes em trabalhadores e clientes do principal mercado abastecedor de Pequim.

As autoridades confirmaram 79 casos nos últimos quatro dias, no maior surto desde que a China interrompeu a disseminação da epidemia há mais de dois meses.

O novo surto parece ter começado no mercado de Xinfadi, o maior de produtos frescos em Pequim, levando a inspeções em mercados de carnes e mariscos na cidade e em outros pontos da China.

"Devemos continuar a tomar medidas decisivas para nos defendermos de casos externos e ressurgimentos, e mobilizar todas as unidades", disse Xu Hejian, diretor do Gabinete de informações do governo de Pequim.

Numa altura em que outros países estão a reduzir as restrições, o desenvolvimento mostra a importância de estar pronto para lidar com inevitáveis novos surtos, suscetíveis de surgirem a qualquer momento, em locais inesperados, mesmo semanas após a epidemia ter aparentemente sido erradicada.

A Grécia diminuiu hoje as restrições na entrada de visitantes. Os passageiros de alguns voos internacionais não serão mais sujeitos a testes obrigatórios. Hotéis e museus estão a reabrir, numa economia dependente do turismo, assim como as escolas, na etapa mais recente de uma reabertura gradual de negócios.

Em Paris, cafés e restaurantes reabriram pela primeira vez, desde que o vírus em rápida expansão obrigou ao seu encerramento, em 14 de março.

O governo autoritário e o rígido controlo social na China permitem rastrear os movimentos dos residentes, através do uso de aplicações e de uma rede comités de bairro, dominados por membros do Partido Comunista Chinês.

A entrada em muitos edifícios de escritórios, lojas e restaurantes depende do uso de uma aplicação que faz o rastreio das deslocações do usuário. Caso a pessoa tenha estado em áreas onde o vírus está ainda ativo, fica proibida de entrar.

Pequim fechou o mercado de Xinfadi e exige que todos os que estiveram lá cumpram um período de duas semanas de quarentena. Bairros próximos ao mercado foram bloqueados e mais de 76.000 pessoas testadas.

Em toda a cidade, Pequim suspendeu hoje a retomada das aulas nas escolas primárias e reverteu o relaxamento de algumas medidas de isolamento social.

Os inspetores encontraram 40 amostras do vírus no mercado, incluindo uma tábua de cortar salmão importado. Isso levou algumas redes de supermercados a tirar o salmão das prateleiras, no fim de semana, e a inspeções em mercados, lojas e restaurantes.

As autoridades de saúde de Pequim disseram que o sequenciamento genético mostrou que o vírus que causou o novo surto teve origem na Europa, embora não seja claro se este se espalhou pelo movimento de pessoas ou pelo transporte de alimentos.


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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)