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Europeus/Judo
Pedro Soares diz que Portugal tem qualidade para "disputar medalhas"

A seleção portuguesa de judo entra na quinta-feira nos Europeus de Praga com “qualidade” para disputar medalhas, depois de um bom ‘barómetro’ no Grand Slam de Budapeste, considera o selecionador Pedro Soares.

Pedro Soares diz que Portugal tem qualidade para "disputar medalhas"

Autor: Lusa/AO Online

“Tivemos três medalhas de bronze [Jorge Fonseca, Rodrigo Lopes e Bárbara Timo] e dois quintos lugares. Se fosse igual... Mas não vale a pena quantificar medalhas, a seleção tem qualidade para as disputar”, disse à agência Lusa Pedro Soares.

O antigo judoca, duas vezes vice-campeão europeu (1996 e 2002), acredita que em Praga o nível de exigência vai aumentar, num ano quase sem atividade devido à pandemia da covid-19 e com as seleções presentes a procurarem dar competição aos seus atletas.

“Não é uma prova fácil, é das poucas que vão ter neste período de pandemia. As seleções trazem os seus melhores atletas, dois por peso, porque não há mais alternativas”, explicou Pedro Soares.

Em masculinos, Portugal apresenta-se com sete judocas: Rodrigo Lopes (-60 kg), Sergiu Oleinic e João Crisóstomo (-66 kg), João Fernando (-73 kg), Anri Egutidze e João Martinho (-81 kg), e Jorge Fonseca (-100 kg).

De todos, destaca-se Jorge Fonseca, o primeiro judoca português a conquistar um título mundial, no último ano, em Tóquio.

“Vejo-o bem, com a questão da pandemia e da covid-19 [em junho o judoca teve quatro semanas em quarentena após um teste positivo] para trás das costas, ganhou algum peso, mas já está bem”, revelou Pedro Soares, que acompanha Jorge Fonseca quer na seleção, quer no clube, o Sporting.

Em Budapeste, Jorge Fonseca teve o primeiro exame e saiu-se bem, com Pedro Soares a considerar que na capital húngara o judoca conseguiu fazer um percurso muito parecido àquele que lhe deu o título mundial em Tóquio.

“Teve uma prova em crescendo, a ganhar confiança. Caso fosse à final reeditava a decisão do Mundial. Nas meias-finais foi um erro técnico, na luta no chão, estava a ser superior no combate. Não foi por não estar preparado”, justificou.

Nos Europeus, o selecionador, que orientará os judocas juntamente com Ana Hormigo, direcionada para os femininos, com Catarina Costa e Raquel Brito (-48 kg), Joana Ramos (-52 kg), Telma Monteiro e Wilsa Gomes (-57 kg), Bárbara Timo e Joana Crisóstomo (-70 kg), Yahima Ramirez (-78 k) e Rochele Nunes (+78 k), considera existir um misto de “experiência” e “juventude”, mas capaz de dar resultados.

“Os extremos tocam-se, todos têm muito nível, são atletas com currículos muito interessantes, é uma seleção com muita qualidade”, disse.

Os Europeus têm início na quinta-feira e decorrem até sábado, numa competição em que os judocas têm de apresentar dois testes com resultado negativo à covid-19 e na qual voltam a efetuar um teste à chegada a Praga, para estarem aptos.

Depois do Grand Slam de Budapeste, os Europeus de Praga, que foram adiados em maio, são apenas a segunda grande competição internacional a disputar-se desde março, quando foi suspensa a atividade desportiva devido à pandemia da covid-19.


 
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