Passos Coelho concorda com marcação das directas para depois do orçamento

 Passos Coelho concorda com marcação das directas para depois do orçamento

 

Lusa/Ao On line   Nacional   23 de Out de 2009, 06:28

O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho disse hoje concordar que as eleições internas se realizem depois do debate orçamental e acrescentou que espera um reencontro do partido com o país.

No final da reunião do Conselho Nacional do PSD, na sede nacional social-democrata, questionado se concorda com o calendário anunciado pela presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, para a realização de eleições directas, Passos Coelho respondeu: “Concordo, pois, com certeza”.

“A Comissão Política Nacional propôs um calendário e uma regra para a sua própria substituição e eu aceitei essa regra. O mais importante agora é que, com muita tolerância, com um sentido de abrangência, de abertura à sociedade, o PSD possa aproveitar essas regras para realmente substituir a actual direcção do PSD e poder reencontrar-se com o país e com os seus eleitores”, acrescentou.

Na opinião de Passos Coelho, com o calendário hoje definido “o PSD não vai ficar burocraticamente à espera que este mandato termine, vai proporcionar aos militantes uma nova escolha de uma nova estratégia e de uma nova liderança”.

“É preciso, agora, que o PSD aproveite esse tempo, com muita tolerância, com muita abertura, para discutir aquilo que é relevante para o país e que possa encontrar de facto uma nova liderança que traga aos portugueses a noção de que o PSD vai lutar para reconquistar a posição cimeira que deve ter na sociedade portuguesa”, reiterou.

O ex-presidente da JSD disse esperar que “as regras claras” estabelecidas para a escolha da nova liderança do PSD “possam ser bem aceites por todos”.

Sobre a forma como decorreu a reunião do Conselho Nacional, comentou: “Julgo que o mais importante era que não ficasse a sensação para o país de que o PSD mete a cabeça debaixo da areia e que fica como aquele que é o pior cego, que é o que não quer ver”.

“O PSD fez uma avaliação da sua situação, sem se martirizar. Foi visto em particular o que é que poderia ter conduzido a um melhor resultado e não conduziu. Mas agora temos os olhos postos no futuro, não no passado”, rematou.


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