Parlamento quer tarifas especiais para acesso à Internet nas Flores e Corvo

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou hoje, por unanimidade, uma recomendação ao Governo da República para que crie um regime tarifário "especial e transitório" relativo ao serviço de acesso à Internet nas ilhas das Flores e do Corvo.


A iniciativa, proposta pelo PCP, pretende "garantir uma redução do preço pago pelos consumidores em função da velocidade efetivamente praticada".

Esta redução deverá "manter-se em vigor até à plena entrada em funcionamento da futura ligação ao cabo de fibra ótica e verificado o aumento da velocidade e estabilidade da ligação disponibilizada".

A recomendação aprovada pelo parlamento regional está relacionada com as dificuldades sentidas no acesso à Internet nas ilhas das Flores e do Corvo, as únicas do arquipélago dos Açores que ainda não estão ligadas ao cabo de fibra ótica.

"São conhecidos os enormes constrangimentos a que as comunicações eletrónicas estão sujeitas nas ilhas das Flores e do Corvo em resultado da não existência da ligação com o anel de fibra ótica", refere o documento aprovado pelos deputados regionais, salientando que esta situação resulta num "gravíssimo prejuízo" para os habitantes das duas ilhas e constitui "uma verdadeira violação dos seus direitos de acesso às redes de comunicações globais".

Nesse sentido, salienta que "as tarifas cobradas pelos fornecedores de acesso à Internet nas ilhas do Grupo Ocidental respeitam a velocidades e débitos que efetivamente não são atingidos", concluindo que florentinos e corvinos são "forçados a pagar um serviço de que não podem usufruir".

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Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional