Açoriano Oriental
Parlamento açoriano congratula Vasco Cordeiro pela eleição para o Comité das Regiões

O parlamento açoriano aprovou hoje, por unanimidade, um voto de congratulação, apresentado pelo grupo parlamentar socialista, pela eleição de Vasco Cordeiro como primeiro vice-presidente do Comité das Regiões.

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Foto: Marco Pimentel/AO
Autor: Lusa/AO Online

“Este é um momento que prestigia os Açores, Portugal e o próprio projeto Europeu”, afirmou Francisco César, líder parlamentar do PS no parlamento açoriano, considerando que “a escolha do presidente do Governo Regional dos Açores é o reconhecimento das qualidades políticas indispensáveis para o exercício da liderança”.

Vasco Cordeiro, foi, na quarta-feira, eleito por aclamação primeiro vice-presidente do Comité das Regiões, num acordo entre as famílias políticas europeias que o levará a presidir à entidade no futuro.

Na terça-feira, os grupos com assento no Comité das Regiões tinham chegado a acordo para o novo mandato da entidade, cabendo os dois anos e meio iniciais de presidência ao grego Apostolos Tzitzikostas (PPE) e a segunda metade a Vasco Cordeiro (PSE), que até lá será o primeiro vice-presidente da entidade.

O voto hoje aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa Regional dos Açores mereceu a intervenção de alguns partidos, como o PSD, que destacou que esta eleição “é uma honra para os Açores”, mas apontou que os Açores não têm convergido com a Europa e que espera que esta eleição “se traduza numa melhoria futura para os açorianos na União Europeia”, segundo o deputado António Vasco Viveiros.

Artur Lima, líder parlamentar da bancada centrista, frisou que, “numa altura difícil do ‘Brexit’ e em que não se sabe como vai ser a distribuição dos fundos comunitários, ter um açoriano é um motivo de orgulho”.

Já o único deputado do PPM no parlamento açoriano, Paulo Estêvão, alertou que “o exercício de funções como presidente no comité das regiões apenas poderá ocorrer se o presidente Vasco Cordeiro for reeleito como presidente do Governo Regional”.

“Nada pode ser dado como adquirido – em democracia é assim. Nada disto invalida, no entanto, que o cargo da vice-presidência seja já algo a enaltecer e a possibilidade de presidência no futuro seja algo muito positivo”, concluiu.

O comité, criado em 1994 na sequência da assinatura do Tratado de Maastricht, é a assembleia da União Europeia dos representantes regionais e locais dos 27 Estados-membros.

A Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu têm de consultar o Comité das Regiões quando elaboram textos legislativos sobre matérias em que as autoridades regionais e locais têm uma palavra a dizer.

Em causa estão áreas como o emprego, política social, coesão económica, transportes, energia ou mudanças climáticas.


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