Paquistão: Milhares de pessoas receberam ex-PM Nawaz Sharif


 

Lusa / Ao online   Internacional   25 de Nov de 2007, 19:32

Milhares de pessoas testemunharam hoje em Lahore, Leste do Paquistão, o regresso ao país, após um exílio de sete anos na Arábia Saudita, do ex-primeiro ministro Nawaz Sharif.
    Líder da Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), Sharif aterrou no aeroporto, acompanhado do irmão Shebaz e outros familiares, a bordo de um avião disponibilizado pelo monarca saudita Abdalá bin Abdelaziz, informou a estação privada de televisão Dawn.

    Entre a saída do avião e a entrada no terminal de passageiros, Nawaz Sharif e os seus acompanhantes foram rodeados de agentes da segurança, mas sem que se tivessem registado incidentes.

    A multidão, calculada pelo canal Dawn entre 15 mil e 20 mil pessoas, festejaram efusivamente a chegada de Sharif, tendo-se registado alguns pequenos confrontos com a polícia, que tentava impedir os apoiantes do ex-primeiro ministro de se aproximar do aeroporto.

    Nawaz Sharif residiu na cidade saudita de Yeda desde Setembro passado, quando as autoridades paquistanesas o deportaram para o país árabe depois de ter aterrado no aeroporto de Islamabad quando procurava pôr fim a sete anos de exílio.

    Segundo analistas, o regresso do antigo primeiro-ministro tem o apoio do rei saudita, com o qual Sharif manteve sexta-feira passada um encontro, dois dias depois de também o Presidente paquistanês Pervez Musharraf se ter encontrado com Abdulá bin Abdelaziz.

    O Paquistão encontra-se em estado de emergência desde 03 de Novembro último, quando Musharraf suspendeu a Constituição sob pretexto do aumento da violência extremista e a ingerência dos magistrados na política do Governo.

    Sharif, que chefiou o governo paquistanês entre 1990 e 1993 e entre 1996 e 1999, foi expulso pelo actual chefe de Estado, general Pervez Musharraf, na sequência de um golpe de Estado.

    Dois anos mais tarde, Sharif, condenado a prisão perpétua por corrupção e desvio de fundos públicos quando chefiava o governo paquistanês, assinou com o governo de Musharraf um acordo que lhe permitiu exilar-se na Arábia Saudita, mas com a promessa de não exercer qualquer actividade política relativa ao Paquistão.

    A 10 de Setembro último, depois do Supremo Tribunal paquistanês ter inpugnado a validade deste acordo, o antigo primeiro-ministro tentou regressar ao Paquistão, mas só permaneceu durante algumas horas no aeroporto, sendo forçado a regressar à Arábia Saudita.

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