Religião

Papa sublinha adesão da Igreja Católica à prática de transplante de órgãos


 

Lusa/AOonline   Internacional   7 de Nov de 2008, 14:46

O Papa Bento XVI sublinhou a adesão da Igreja Católica à prática de transplante de órgãos e desejou um "consenso de toda a comunidade científica" sobre a determinação da morte à luz dos "recentes progressos da ciência".
Bento XVI, que recebeu uma delegação de cientistas e médicos católicos, classificou a doação de órgãos como "um acto de generosidade e de altruísmo" do doador ou da sua família.

    O chefe da Igreja Católica afirmou que a "ciência, nos últimos anos, registou novos progressos na determinação da morte de um doente".

    "Numa área como esta, não pode existir qualquer suspeita de arbitrariedade", disse Bento XVI.

    A intervenção do Papa ocorre dois meses após a publicação pelo jornal do Vaticano "L'Osservatore Romano" de um artigo que desafia o critério da morte cerebral como razão suficiente para colocar fim à vida.

    O autor, Lucetta Scaraffia, citou o caso de mulheres grávidas em coma irreversível que se mantiveram vivas de forma a permitir o nascimento da criança.

    "A ideia que uma pessoa deixe de existir quando o cérebro não funciona mais (...) entra em contradição com o conceito de pessoa da doutrina católica", escreveu Scaraffia.

    O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, precisou que o artigo era "uma contribuição interessante e de peso", mas não podia ser "considerado como uma posição da Igreja Católica".

    Bento XVI condenou também o tráfico de órgãos, práticas "abomináveis" que a comunidade científica deve "rejeitar", frisou. O Papa alargou a sua condenação à "criação e à destruição de embriões humanos para fins terapêuticos".

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.