Crise no Médio Oriente

Papa condena violência na faixa de Gaza


 

Lusa/AOonline   Internacional   28 de Dez de 2008, 10:39

O Papa Bento XVI condenou hoje a violência entre Israel e os palestinianos do Hamas, apelando a um "esforço de humanismo e sabedoria da parte de todos os que têm responsabilidade nesta situação".

"Imploro o fim desta violência condenável em todas as suas manifestações e o restabelecimento da trégua na Faixa de Gaza. Peço um esforço de humanismo e de sabedoria da parte de todos os que têm responsabilidade nesta situação", disse Bento XVI durante a oração dominical do Angelus.

    "Peço à comunidade internacional que faça o possível para ajudar os israelitas e os palestinianos a saírem desta via e a não se resignarem à lógica perversa da confrontação e da violência, mas a privilegiarem o caminho do diálogo e das negociações", acrescentou o Sumo Pontífice.

Entretanto o presidente palestiniano Mahmoud Abbas apelou hoje no Cairo ao movimento Hamas para que renovem a trégua com Israel para evitar mais "derramamento de sangue" na Faixa de Gaza.

    Abbas, que falava no final de um encontro com o presidente egípcio Hosni Mubarak, apelou aos líderes do movimento Hamas para "pararem o derramamento de sangue".

    "Avisámos para este grande perigo e dissemos que deviam ser retirados todos os pretextos usados por Israel", disse Abbas.

    "Todos queremos que a agressão termine e regresse a calma. Queremos proteger Gaza", sublinhou.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto Ahmed Aboul Gheit adiantou que da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros árabes, marcada para quarta-feira no Cairo, deverá sair apelo semelhante ao Hamas.

    "Tem havido calma e temos que trabalhar para a restaurar", disse Aboul Gheit.

    O exército israelita lançou sábado uma ofensiva aérea em massa sobre a Faixa de Gaza, depois de o Hamas ter lançado foguetes sobre o território de Israel pondo fim a uma trégua que durou seis meses.

    Mais de 280 palestinianos morreram e outros 900 ficaram feridos na vaga de ataques aéreos, que visaram 230 posições do Hamas e que Israel já fez saber continuarão enquanto for preciso. 

   

 


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