Papa afirma que tiroteio em sinagoga nos EUA foi um “ato desumano de violência”

Papa afirma que tiroteio em sinagoga nos EUA foi um “ato desumano de violência”

 

Lusa/Ao online   Internacional   28 de Out de 2018, 11:17

O papa Francisco disse este domingo que o tiroteio ocorrido no sábado numa sinagoga na cidade norte-americana de Pittsburgh, que fez 11 mortos, foi um “ato desumano de violência”.

“Expresso a minha proximidade com a cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e em particular com a comunidade judaica, atingida ontem [sábado] por um terrível atentado numa sinagoga", declarou o pontífice, diante dos fiéis concentrados na Praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à recitação da oração do Angelus.

“Estamos todos realmente feridos por este ato desumano de violência", frisou Jorge Bergoglio.

Na mesma ocasião, Francisco apelou à extinção dos “focos de ódio” verificados na sociedade atual, pedindo ainda o fortalecimento “do sentido de humanidade, do respeito pela vida e dos valores morais e civis”.

Um americano de 46 anos foi detido no sábado após ter morto a tiro 11 pessoas e de ter ferido outras seis dentro de uma sinagoga em Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos).

O incidente foi considerado o mais grave ataque antissemita na história recente dos Estados Unidos.

O atirador, identificado pelas autoridades como Robert Bowers, irrompeu na sinagoga quando estava a decorrer um serviço religioso e abriu fogo contra os fiéis reunidos no local.

Segundo os ‘media’ norte-americanos, o agressor gritou “todos os judeus devem morrer”.

As autoridades acusaram Robert Bowers de 29 crimes federais.

O ataque foi condenado por várias organizações hebraicas, pela administração norte-americana, pelo primeiro-ministro de Israel e pela chanceler alemã, Angela Merkel, que denunciou um "cego ódio antissemita".

Após o tiroteio, o Presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou o desejo de reforçar a legislação relacionada com a pena de morte, bem como sugeriu a necessidade de alterar a lei da posse de armas.




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