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Pandemia foi fator decisivo para derrota de Trump, diz analista

A gestão da pandemia foi um dos fatores decisivos para a derrota de Donald Trump nas eleições norte-americanas, segundo o analista de relações internacionais Filipe Vasconcelos Romão, que destacou a “surpreendente” mobilização do eleitorado.

Pandemia foi fator decisivo para derrota de Trump, diz analista

Autor: AO Online/ Lusa

“Uma mobilização que permitiu que mais de 140 milhões de eleitores fossem às urnas. Esse é um aspeto muito importante num momento em que os Estados Unidos estão perante um dos maiores desafios desde a crise de 1929, que é esta pandemia e as suas consequências devastadoras”, disse hoje Filipe Vasconcelos Romão à Agência Lusa.

Anunciado no sábado como vencedor das eleições presidenciais de 03 de novembro, segundo projeções dos 'media' norte-americanos, Joe Biden tomará posse como 46.º Presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2021, sucedendo no cargo a Donald Trump.

Filipe Vasconcelos Romão considera que para a derrota de Donald Trump contribuiu não só a forma como estava a gerir a situação pandémica, mas também as questões raciais.

“A questão racial sempre foi desprezada por Donald Trump. Houve pelo contrário um acicatar de ódios, uma mobilização de grupos racistas, que se sentiam protegidos pela palavra do presidente”, observou.

Sobre a recusa de Donald Trump em aceitar a derrota e reconhecer a vitória do democrata Joe Biden, o analista refere que essa negação “tem como objetivo manter mobilizada a sua base de apoio”, mas acredita que “o processo de transição no país já está em marcha”.

“O processo de transição quer Donald Trump queira quer não já está em marcha. Mas Trump tem todo o direito em levar a cabo recursos, pedidos de recontagem, recursos administrativos, judiciais, para que se saiba ao certo se houve ou não alguma irregularidade”, ressalvou.

Para exemplificar que essa transição já está em marcha, Filipe Vasconcelos Romão referiu que no discurso de vitória Joe Biden e Kamala Harris chegaram ao local rodeados por um dispositivo de segurança não privado, mas dos serviços secretos norte-americanos.

“Isso demonstra que a administração federal já está a funcionar em termos práticos para dar o apoio essencial ao novo Presidente dos Estados Unidos”, atestou.


 
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