Ordem dos Engenheiros Técnicos vai atribuir 38 bolsas para incentivar jovens a seguir Engenharia


 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Nov de 2011, 06:20

A Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) vai atribuir 38 bolsas de mérito no próximo ano a estudantes do ensino secundário na área da Engenharia como forma de incentivar os jovens a seguirem esta área.

“Este é um sinal claro para a sociedade de que a Engenharia não pode ser abandonada, há que apostar na formação”, afirmou Augusto Guedes, bastonário da OET, na cerimónia de posse dos dirigentes da Secção Regional dos Açores, em Ponta Delgada.

O bastonário revelou que oito bolsas serão para os Açores, oito para a Madeira, 10 para a região Norte, 10 para o Centro e 10 para o Sul, competindo às escolas indicar os melhores alunos na área da Engenharia.

Na sua intervenção, Augusto Guedes frisou que “a Engenharia é uma área de evolução permanente”, revelando um acordo entre a OET e a Universidade dos Açores para que “os engenheiros possam regressar à escola”, para obter novas qualificações e novos graus académicos.

“A Engenharia exige que estejamos sempre atentos e possamos ver mais longe”, frisou, salientando que “o desenvolvimento do País depende dos engenheiros”.

No mesmo sentido, Bruno Carreiro, presidente da OET/Açores, definiu a “valorização profissional” como uma das prioridades do seu mandato.

“Os engenheiros técnicos devem reforçar cada vez mais os seus conhecimentos em todas as áreas”, afirmou, acrescentando que “face aos progressos tecnológicos do mundo de hoje e ao desenvolvimento agressivo da competitividade, é obrigatório evoluir em termos de conhecimento”.

Por seu lado, o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos do governo dos Açores, José Contente, defendeu que a Engenharia “representa uma marca de desenvolvimento”, frisando que a sociedade pretende dos engenheiros a confiança pública necessária para que os projetos resultem em pólos de desenvolvimento.

“É isso que a sociedade vê na Engenharia, um papel fundamental na mudança e na transformação da nossa realidade”, afirmou José Contente, destacando o papel dos engenheiros na “melhoria da qualidade de vida”.

No caso concreto dos Açores, o enquadramento geodinâmico específico do arquipélago permite, segundo o secretário regional, “outras oportunidades” para a Engenharia.

“Há um grande papel para os engenheiros cumprirem nos Açores”, frisou José Contente.


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